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Estudo internacional mostra que este país reduziu o tempo para abrir empresas e agora lidera entre os países latino-americanos, enquanto outro enfrenta o maior nível de burocracia

Abrir uma empresa na América Latina continua exigindo paciência. Entre idas e vindas a cartórios, certidões e registros, o processo de formalizar um negócio ainda leva meses em boa parte dos países da região. Um levantamento da Florida International University mostra o ranking de burocracia para empreender em 2025 — e o Brasil ocupa uma posição surpreendente nessa lista.
Ao todo, o estudo do Adam Smith Center for Economic Freedom analisou 21 países, sendo 16 latino-americanos, e considerou o número de horas e o custo necessários para abrir e manter uma empresa de médio porte.
Então, se você considera difícil abrir uma empresa no Brasil, é bom saber que o processo é muito mais demorado e burocrático em outros países da região.
O Brasil aparece na ponta da lista, tendo o menor tempo médio de abertura de empresas na América Latina. O processo leva cerca de 284 horas (pouco mais de um mês) e custa em torno de US$ 400, R$ 2.160 mil na cotação atual.
A métrica para realização do levantamento considera empresas de médio porte, que geralmente têm entre 50 e 250 funcionários e um faturamento anual entre US$ 100.000 e US$ 3 milhões.
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Embora o resultado coloque o Brasil na ponta positiva da lista, ainda há o pós-abertura do negócio — e é aí que as coisas mudam.
De acordo com o mesmo relatório, as empresas gastam, em média, mais de mil horas por ano apenas para cumprir obrigações tributárias e trabalhistas.
Trata-se de um número inferior ao de países como Chile e Argentina, mas ainda alto para os padrões internacionais.
A agilidade para abrir uma empresa no Brasil se mostrou consistente em diferentes áreas da economia, segundo o estudo:
No Brasil, medidas recentes ajudaram a encurtar o caminho para quem quer empreender. A digitalização de processos, a unificação de cadastros e a Lei da Liberdade Econômica reduziram a necessidade de autorizações prévias para atividades de baixo risco.
Essas mudanças não eliminaram a complexidade do sistema — especialmente na área tributária —, mas já ajudaram a agilizar o processo.
Na prática, o empreendedor brasileiro ainda enfrenta uma maratona de formulários, mas já está à frente de seus vizinhos.

Se o Brasil causa surpresa na ponta positiva da lista, com menor tempo entre os pesquisados, a última colocação surpreende ainda mais.
Trata-se do Chile, país frequentemente citado pelo empresariado brasileiro como exemplo de desburocratização.
Segundo o levantamento, abrir uma empresa no Chile exige cerca de 5.227 horas de trabalho administrativo — o equivalente a mais de dois anos em dias úteis. A média dos países levantados é de 1.850 horas.
Após a abertura, a disparidade aumenta ainda mais. Enquanto a média geral para manter uma empresa é de 1.577 horas por ano, os empreendedores chilenos gastam aproximadamente 5.860 horas — o que equivale a quase quatro vezes mais que a média.
Confira o ranking completo do Índice de Burocracia 2025:
| Posição | País | Horas de Trabalho Administrativo |
| 1 | Brasil | 284 |
| 2 | Rep. Dom. | 551 |
| 3 | México | 675 |
| 4 | Paraguai | 720 |
| 5 | El Salvador | 790 |
| 6 | Costa Rica | 824 |
| 7 | Uruguai | 984 |
| 8 | Honduras | 1.360 |
| 9 | Equador | 1.493 |
| 10 | Bolívia | 2.060 |
| 11 | Guatemala | 2.283 |
| 12 | Colômbia | 2.475 |
| 13 | Peru | 3.332 |
| 14 | Panamá | 3.392 |
| 15 | Argentina | 4.496 |
| 16 | Chile | 5.227 |
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