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A nova encomenda é um marco para o Programa E2 da fabricante brasileira de aeronaves, além de ser o primeiro anúncio de venda para uma empresa norte-americana desde o tarifaço de Trump
A Embraer (EMBR3) aguçou a curiosidade do mercado e prometeu um grande anúncio para esta quarta-feira (10). Hoje, a fabricante revelou qual era o marco para os seus negócios nos Estados Unidos: um pedido bilionário de aeronaves.
A Avelo Airlines, companhia aérea norte-americana, encomendou até 100 jatos E195-E2. O pedido firme é de 50 aeronaves, com direitos de compra para outras 50.
Após o anúncio, durante o pregão de hoje, a Embraer operava em alta de 0,82%, a R$ 82,16, por volta das 13h30. No mesmo horário, os ADRs (American Depositary Receipt) ERJ, listados na bolsa de Nova York (Nyse), avançavam 0,58%, a US$ 60,55.
Segundo comunicado, o valor de tabela do pedido firme é de R$ 4,4 bilhões, excluindo os direitos de compra adicionais. Este é o primeiro anúncio de pedido do modelo E2 por uma empresa dos EUA desde o início do tarifaço de Donald Trump.
As aeronaves E195-E2 da Embraer complementarão a frota da Avelo, que já conta com Boeing 737NGs. As entregas têm início previsto para o primeiro semestre de 2027.
A Avelo será a primeira companhia aérea do país a operar a maior aeronave comercial da Embraer.
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“Estamos entusiasmados com a parceria com a Embraer e por trazer o melhor avião narrowbody de pequeno porte do mercado para os Estados Unidos. […] A indústria aérea nos EUA está evoluindo e o E2 se encaixa perfeitamente na nossa visão e no papel único da Avelo nessa evolução”, afirmou Andrew Levy, CEO da Avelo Airlines.
Na avaliação do Itaú BBA, o anúncio sustenta o otimismo em torno da ação da Embraer, que subiu cerca de 5% nos últimos dias. O novo acordo também deve reforçar os esforços comerciais da fabricante, abrindo espaço para novas possibilidades semelhantes.
O banco aponta que o contrato pode abrir novo mercado para o E2, acrescentar aproximadamente 7% à carteira de pedidos, se aproximando de US$ 30 bilhões no 3º trimestre deste ano.
Com isso, o Itaú BBA mantém a recomendação de “outperform”, equivalente a compra, com preço-alvo da ADR fixado em US$ 69 para dezembro.
No final de agosto, Juliana Villano, gerente de Relações Governamentais da Embraer, afirmou que a fabricante tinha um objetivo: retomar a isenção de tarifas de exportação para os EUA, encerrada após o governo de Donald Trump impor uma taxa de 10% sobre o setor aéreo.
“O que fizemos até agora foi apresentar o nosso caso, a nossa relevância e nosso papel nos Estados Unidos. A ideia é demonstrar que se trata de uma relação de ganha-ganha”, disse a executiva.
No âmbito da aviação comercial, o BTG Pactual, em relatório da última terça (9), afirmou que a combinação de tarifas e a redução nos volumes de aeronaves paradas deve levar a um aumento da atividade comercial no setor, com novas encomendas.
Dessa maneira, os analistas do banco avaliam que novas encomendas baseadas nos Estados Unidos são uma surpresa bem-vinda.
*Com informações do Money Times
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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