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Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
Hoje à noite, faremos uma contagem regressiva para o Ano-Novo. Contamos os segundos para ver fogos de artifício brilharem no céu e abraçar os amigos e familiares presentes.
Além dos fogos e das roupas cheias de paetês, os bolsos dos investidores em ações também podem brilhar neste Réveillon — isso porque o Ibovespa se valorizou mais de 34% no ano.
Mas há alguns papéis dentro do principal índice da bolsa brasileira que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia.
Depois de um tempo pressionados pelos juros altos, a expectativa da queda da Selic animou investidores, e esses papéis, até então descontados, foram rapidamente reprecificados.
No setor de educação, por exemplo, a queda da inflação, a expectativa de cortes nos juros e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês podem impulsionar os resultados de empresas.
A Cogna (COGN3) lidera a lista das maiores altas do Ibovespa no ano, com valorização de nada menos que 238%. Mas outras educacionais também tiveram ganhos relevantes, como a Yduqs (YDUQ3), com alta de mais de 40% e, fora do Ibovespa, Anima (ANIM3), com alta de 110%, e Ser Educacional (SEER3), com ganho de 119%.
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No setor de construção, o programa do governo Minha Casa Minha Vida (MCMV) deu fôlego a construtoras, segmento normalmente seriam mais pressionado com os juros altos.
Mas, com a demanda garantida pelo programa governamental, as incorporadoras de baixa renda brilharam em 2025. É o caso das queridinhas dos investidores Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), que praticamente dobraram de valor no ano.
O banco BTG Pactual (BPAC11), que acumula recordes de lucro e rentabilidade há alguns anos, também aparece na lista. Veja a seguir quais foram as 10 ações dentro do Ibovespa que mais subiram em 2025.
| Ativo | Variação no ano |
|---|---|
| Cogna (COGN3) | 239,78% |
| Cury (CURY3) | 113,16% |
| Axia (AXIA3) | 105,23% |
| Cyrela (CYRE3) | 97,86% |
| BTG Pactual (BPAC11) | 97,15% |
| Direcional (DIRR3) | 93,69% |
| Eneva (ENEV3) | 91,64% |
| Axia (AXIA6) | 88,70% |
| CPFL Energia (CPFE3) | 85,81% |
| Vivara (VIVA3) | 82,34% |
A empresa de educação, dona de marcas como Anhanguera, Kroton, Saber e Somos, teve a maior valorização entre as empresas que compõem o índice Ibovespa. Na sua última divulgação de resultados, a Cogna destacou o bom desempenho nas captações de alunos nas modalidades presencial e EAD (Ensino à Distância).
Além disso, a queda da inflação, a expectativa de cortes nos juros e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além do programa do governo Pé de Meia, podem impulsionar os resultados da Cogna.
Não faz muito tempo que a companhia foi arrastada à ‘turma do fundão’ da bolsa, em meio a uma crise que fez as ações serem negociadas na casa dos centavos, como penny stocks. Segundo o BTG Pactual, a empresa dá sinais claros de recuperação e consistência nos últimos trimestres.
A companhia também apresentou o menor endividamento em relação à receita dos últimos sete anos. Mesmo com tanta valorização, ela ainda pode mais. Para a Ágora e o Bradesco BBI, é a ação preferida no setor de educação.
Ainda que os juros encareçam financiamentos e afetem as construtoras, diversas empresas desse setor estão encontrando alternativas para manter o crescimento.
Os grandes destaques do ano foram aquelas com grande exposição aos segmentos de baixa renda, atendidos pelo programa governamental Minha Casa Minha Vida, que em 2025 foi inclusive estendido para famílias de renda mais alta, de até R$ 12 mil.
Além disso, parte do mercado já busca antecipar um cenário mais positivo com cortes na Selic no ano que vem, um dos motivos para ter três ações do setor na lista das mais valorizadas do ano.
Em segundo lugar no ranking do Ibovespa, com alta de quase 111% no ano, a Cury (CURY3) demonstra crescimento robusto e alta rentabilidade, e no terceiro trimestre bateu recorde de caixa.
A construtora focada em imóveis para as faixas mais altas do MCMV também atingiu recorde de produção. No entanto, em relatório recente, o JP Morgan manteve recomendação neutra para as ações, que já considera bastante valorizada e bem precificada.
Os resultados da Direcional (DIRR3) também vêm na esteira do bom momento do MCMV, com um bom patamar de retorno sobre o patrimônio. A companhia alcançou rentabilidade recorde no último trimestre e tem pagamentos de dividendos robustos.
Este é um indicativo de que a incorporadora está conseguindo equilibrar duas frentes importantes: gerar valor aos acionistas e atender as famílias que procuram o programa para realizar o sonho da casa própria.
Diferente das demais, a Cyrela (CYRE3) foca mais no segmento de alto padrão, cujas perspectivas ainda parecem desfavoráveis.
Mesmo assim, tem conseguido manter um bom desempenho das vendas, voltou a acelerar o ritmo de lançamentos e mais que dobrou seu volume de empreendimentos lançados nos nove primeiros meses de 2025.
A incorporadora também tem exposição ao MCMV, por meio da marca Vivaz, o que lhe permitiu se beneficiar do programa, mesmo com a Selic em 15% durante boa parte do ano.
O novo modelo de crédito habitacional também pode ajudar a empresa. Recentemente, a construtora propôs um aumento e capital e distribuição bilionária de dividendos.
A Axia, novo nome da Eletrobras, está mais eficiente e tem uma política de pagamentos de dividendos interessante para os acionistas. Existe agora uma grande expectativa de que a companhia se torne uma vaca leiteira da bolsa, isto é, uma boa pagadora de dividendos.
Três anos depois de sua privatização, a maior elétrica da América Latina continua no caminho da melhora de eficiência e se beneficia do aumento nos preços de energia. Recentemente, vendeu a Eletronuclear para a J&F, dos irmãos Batista, livrando-se de um problema que só consumia recursos.
Depois de já ter anunciado R$ 4 bilhões em dividendos, o conselho de administração da empresa aprovou um aumento de capital de R$ 30 bilhões com emissão de ações, de forma a antecipar o retorno aos acionistas antes da entrada em vigor da tributação dos dividendos acima de R$ 50 mil por mês a partir de 2026.
Mesmo após forte valorização no ano, a antiga Eletrobras continua atrativa, acredita o banco Safra, que reforçou a recomendação outperform (equivalente a compra).
Desde o quarto trimestre de 2022, o banco de André Esteves vem empilhando recordes em receita e lucro. Já são 12 trimestres consecutivos nesta toada — um feito difícil de se realizar, sobretudo em um período em que alguns dos grandes rivais no setor financeiro brasileiro têm enfrentado alta da inadimplência, despesas crescentes e ajustes de carteira.
O segredo, para o CEO, Roberto Sallouti, é a diversificação, fruto de uma década de investimentos estratégicos, expansão para novos segmentos e consolidação de produtos, que transformaram o BTG em “um banco completo”.
O BTG também teve a incorporação do Banco Pan aprovada, trazendo força em crédito consignado à instituição. A ideia é transformar o Pan em sua subsidiária.
No início do ano, o Itaú BBA acreditava que a Eneva (ENEV3) estava em um momento único. Depois de sofrerem uma montanha-russa logo nos primeiros meses de 2025, influenciadas pelas regras de um leilão de energia do governo, as ações da elétrica se tornaram, na visão do banco, uma oportunidade única de compra, com expectativa de alta de 40%. Mas os analistas erraram — para baixo.
Com quase 90% de alta no ano, a empresa de exploração e produção de gás natural tem se beneficiado do aumento das compras de gás. Além disso, conseguiu antecipar o início da operação de usinas descontratadas que só começariam a fornecer energia em julho de 2026.
Outra empresa de energia entre as que mais se valorizaram no ano é a CPFL Energia (CPFE3), elétrica controlada pela chinesa State Grid.
A companhia sofreu perdas consideráveis em seu negócio de geração renovável, principalmente eólica. Além disso, precisou investir bastante em 2025. Mesmo assim, seu endividamento continua saudável.
Mas o que realmente chamou a atenção dos investidores neste ano foram os seus dividendos. Já em janeiro, ela anunciou uma distribuição de R$ 3,2 bilhões em proventos. A empresa também entrou na corrida para distribuir os lucros antes da taxação dos dividendos.
A ação da rede de joalherias Vivara (VIVA3) brilhou neste ano na bolsa. A companhia tem melhorado seus resultados nos últimos trimestres, mesmo diante do contexto desafiador do setor e de uma tendência mais fraca na linha Life.
A empresa está mais eficiente na gestão de estoques e teve ganhos de produtividade na fábrica e nas lojas, que também vivem aumento das vendas.
A companhia também anunciou recentemente uma mudança no comando, cinco meses depois que o fundador Nelson Kaufman renunciou ao cargo de presidente do conselho por questões de saúde. Foi a quinta troca de liderança em menos de dois anos.
A Vivara também está reduzindo o número de peças em ouro, além de ter em estoque itens que podem ser derretidos, o que pode reduzir sua necessidade de comprar mais matéria-prima no ano que vem.
"As perspectivas operacionais parecem estar muito melhores desde o segundo trimestre, apoiando nossa postura construtiva em relação à empresa.", disse o BTG em relatório de novembro.
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