Cogna (COGN3) acerta na lição de casa no 3T25 e atinge menor alavancagem em 7 anos; veja os destaques do balanço
A companhia atribui o resultado positivo do terceiro trimestre ao crescimento e desempenho sólido das três unidades de negócios da empresa: a Kroton, a Vasta e a Saber

Na escola, só há um caminho para reverter um boletim vermelho: o aluno precisa sentar na cadeira e meter a cara nos livros. Depois que o bom resultado chega, o estudante também não pode relaxar, porque novas provas virão, e ele terá que mostrar resultados. Se a Cogna (COGN3) estivesse em sala de aula, a empresa seria aquele aluno que virou a página e entendeu a importância de fazer o dever de casa.
Após reverter um prejuízo em lucro no segundo trimestre, a companhia de educação voltou a transformar um resultado vermelho em azul.
Segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (6), a Cogna apresentou lucro líquido de R$ 191,6 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 29,1 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
Já no acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 405,5 milhões, enquanto, no mesmo período de 2024, a empresa havia apresentado prejuízo líquido de R$ 46 milhões.
A companhia também registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de R$ 422,7 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a Cogna apresentou dívida líquida de R$ 2,6 bilhões, uma redução de R$ 474,0 milhões na comparação anual. Assim, a alavancagem da companhia atingiu 1,11x no trimestre, a menor já registrada nos últimos sete anos. Confira os outros números da empresa no 3T25:
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- Receita Líquida: R$ 1,52 bilhão, indicando um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período do ano anterior;
- Margem Ebitda Recorrente: 27,7%, com uma redução de 2,3 pontos percentuais em relação ao 3T24, quando registrou 30%;
- Geração de Caixa Livre: R$ 300,1 milhões, alta de 3,1% na comparação anual.
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Setor por setor: os motores do boletim azul
Este é o 18º aumento consecutivo do Ebitda da Cogna, que atribui o resultado positivo ao crescimento e desempenho sólido das três unidades de negócios da empresa: a Kroton, voltada para o ensino superior; a Vasta, voltada para as instituições de ensino básico; e a Saber, voltada para os estudantes do ensino básico.
Entre as unidades da Cogna, a Kroton foi quem assumiu a liderança do grupo, com crescimento de 20,9% na receita líquida, totalizando R$ 1,13 bilhão no trimestre. O crescimento foi sustentado por uma estratégia de captação e rematrícula, resultando na expansão da base de alunos, segundo o balanço.
A empresa também ressaltou a estratégia “Pague Fácil”, que oferece um maior número de parcelas como alternativa à redução dos preços, o que prejudicaria o ticket médio e a rentabilidade futura, em um momento de incerteza regulatória com a nova determinação do Ministério de Educação (MEC) para o ensino superior.
Mesmo com margens pressionadas, a Kroton encerrou o trimestre com Ebitda recorrente de R$ 370,5 milhões, alta de 10,1% na comparação anual.
Já a Vasta registrou receita líquida de R$ 249,6 milhões, avanço de 13,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por novos contratos com governos, aumento das soluções complementares e expansão das escolas bilíngues, que já somam mais de mil alunos e 50 franquias assinadas.
O crescimento do número de alunos e escolas está alinhado à estratégia da Cogna de elevar a qualidade da base de clientes neste ano. Para isso, a empresa vem apostando em um melhor mix de escolas e crescimento em sistemas de ensino premium — como Anglo, PH, Amplia e Fibonacci, marcas com maior ticket médio e menor inadimplência.
O Ebitda recorrente da unidade cresceu 25,4%, para R$ 23,1 milhões, apoiado por ganhos de eficiência.
Na educação básica, a Saber teve receita líquida de R$ 145,8 milhões, alta de 9,4% frente ao mesmo período do ano anterior.
O grande destaque para a unidade da Cogna foi a ampliação da participação no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em que as editoras Ática, Scipione e Saraiva elevaram o market share no Ensino Médio de 22% para 30%, consolidando a Saber como a segunda maior casa editorial do segmento.
O Ebitda recorrente somou R$ 27,5 milhões, queda de 8,2% devido a custos com novos produtos e despesas de marketing para a próxima edição do programa.
O que esperar do 4T25 da Cogna?
Após encerrar o terceiro trimestre com um boletim azul, a Cogna Educação já começa a se preparar para as provas do fim de ano, enxergando uma reta final aquecida no horizonte.
A companhia espera que o quarto trimestre de 2025 mantenha o ritmo positivo, sustentado pelo novo ciclo comercial da Vasta, pelo crescimento contínuo da Kroton e pelos efeitos do PNLD sobre a Saber.
Na Vasta, a expectativa é de novo ciclo comercial forte nos próximos três meses, marcado pelo início das entregas de conteúdo para escolas parceiras.
Na frente de educação básica, a Saber deve colher os resultados do aumento de participação no programa, uma vez que o calendário de compras do governo é tradicionalmente concentrado no último trimestre.
Já a Kroton deve seguir com crescimento consistente da base de alunos, acredita a companhia.
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