Cyrela (CYRE3) tem vendas aceleradas mesmo em momento de juros altos; veja por que ações podem subir até 35%, segundo o BB Investimentos
A incorporadora, cujas ações estão em alta no ano, mais que dobrou o volume de lançamentos, o que fez o BB Investimentos elevar o preço-alvo para os papéis

A Cyrela surfa uma boa maré. O BB Investimentos elevou o preço-alvo para as ações da Cyrela (CYRE3) de R$ 31 para R$ 39, após a construtora divulgar sua prévia operacional do terceiro trimestre (3T25). O banco também manteve sua recomendação de compra (outperform), segundo relatório divulgado nesta terça-feira (14).
O novo valor representa um potencial de valorização de aproximadamente 35% em relação ao fechamento do dia 14, de R$ 28,82.
- CONFIRA: Grandes especialistas revelam onde estão as melhores oportunidades do momento no podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro; veja agora
No acumulado deste ano, os papéis da companhia avançam 73%, superando o desempenho do Índice Imobiliário (IMOB), que sobe 53%, e do Ibovespa, que apresenta alta de 18% no mesmo período. Já no pregão da manhã desta quarta-feira (15), as ações registraram estabilidade, sendo negociadas em torno de R$ 28,75, segundo dados do Investing.com.
Desempenho das vendas da Cyrela
Em relatório, o analista Felipe Mesquita afirma que a Cyrela voltou a acelerar o ritmo de lançamentos e tem mantido bom desempenho de vendas no segmento de alto padrão.
A incorporadora mais que dobrou seu volume de empreendimentos lançados nos nove primeiros meses de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, somando R$ 9,67 bilhões.
Embora em ritmo mais contido, as vendas líquidas também cresceram, atingindo R$ 6,8 bilhões, alta de 19% na comparação anual.
Leia Também
Segundo Mesquita, o desempenho dos resultados sinaliza que a gestão da companhia enxerga oportunidades mesmo em um ambiente de juros altos.
Cyrela deve se beneficiar com a nova política de crédito imobiliário
Na última sexta-feira (8), o governo federal anunciou uma nova política habitacional voltada à ampliação do crédito para a classe média. A principal medida do projeto prevê uma mudança na regra dos depósitos compulsórios da poupança: uma parte do valor depositado que, hoje, fica retida pelo Banco Central (BC) vai ser liberada para financiar moradias.
Atualmente, o Banco Central exige que os bancos mantenham 20% dos depósitos de poupança recolhidos como compulsórios. Isso restringe o volume de crédito disponível.
A nova proposta busca reduzir a quantia de dinheiro retido pelo BC. Com isso, 80% do montante liberado vai ser direcionado para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), e os 20% restantes serão aplicados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
De acordo com Felipe Mesquita, esse novo modelo de crédito imobiliário deve beneficiar a construtora, já que terá como foco os projetos fora do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
“As novas condições, que dentre outros pontos elevam o valor teto de imóveis de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões para financiamentos em linhas do SFH, podem gerar demanda adicional por imóveis de médio e alto padrão oferecidos pela Cyrela”, afirma.
Vendas em ritmo acelerado
Mesquita ressalta ainda que, mesmo com unidades maiores e preço final acima do teto do SFH, a incorporadora mantém velocidade de vendas (VSO) de 50% nos últimos 12 meses — ritmo considerado forte.
“Enxergamos a Cyrela em posição de destaque em seu setor de atuação, entregando números sólidos mesmo em um cenário de juros elevados e encontrando os produtos adequados para melhor absorção em suas praças de atuação”, escreveu.
O analista do BB também destaca que a alavancagem financeira segue controlada e elogia a redução do custo médio da dívida corporativa, que passou de uma faixa com valores entre 99,1% do CDI e CDI +0,62% e passou passou a variar entre 98,2% do CDI e CDI +0,52%.
Além disso, houve um leve alongamento do prazo médio para quitar as dívidas, que subiu de 3,3 para 3,5 anos.
Desafios à frente
Entre os principais riscos à tese de investimento, o BB cita um possível ritmo menor de vendas de estoque e a manutenção da Selic em patamares elevados por mais tempo, o que poderia limitar a demanda por financiamentos imobiliários.
O relatório também aponta aumento de custos, despesas com distratos e contingências, além da concorrência mais acirrada em praças como São Paulo e Rio de Janeiro, que estão entre as mais disputadas do país tanto na oferta de novos empreendimentos quanto na competição por terrenos.
TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA