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VENDAS FALSAS

BRB já recuperou R$ 10 bilhões em créditos falsos comprados do Banco Master; veja como funcionava esquema

Depois de ter prometido mundos e fundos aos investidores, o Banco Master criou carteiras de crédito falsas para levantar dinheiro e pagar o que devia, segundo a PF

Banco Master e Banco de Brasília (BRB)
Banco Master e Banco de Brasília (BRB). - Imagem: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

Depois de ter comprado carteiras de crédito inexistentes do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) disse que já recuperou a maior parte do dinheiro.

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A investigação da Polícia Federal detectou indícios de que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB. Segundo o banco estatal do Distrito Federal, grande parte dessas dívidas já foi recuperada.

"Dos R$ 12,76 bilhões divulgados pela imprensa, e referentes à exposição bruta de carteiras com documentação fora do padrão exigido, mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos, e o restante não constitui exposição direta ao Banco Master", diz o banco público em nota.

Segundo o BRB, todo o processo de substituição de carteiras, e de adição de garantias foi reportado e acompanhado pelo Banco Central. A instituição destaca que atua como credora na liquidação extrajudicial do Master e afirma que reforçou seus controles internos.

"As carteiras atuais seguem padrão adequado, e o banco permanece sólido e colaborando com as autoridades." O banco do DF informou que, hoje, detém mais de R$ 80 bilhões em ativos e mais de R$ 60 bilhões em carteira de crédito.

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O BRB afirma, por meio de nota, que permanece "sólido" e atuou para substituir carteiras de crédito relativas ao Banco Master, que teve a sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta semana.

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Ex-executivo do BRB volta ao Brasil

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, informou que retornou ao Brasil da viagem que havia feito aos Estados Unidos e prometeu colaborar com as investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master.

Costa foi afastado do cargo pela Justiça no âmbito da Operação Compliance Zero, que levou o presidente do Master, Daniel Vorcaro, à prisão na terça-feira, 18.

Em nota, Costa disse reconhecer a importância das apurações e garantiu ter sempre atuado nos melhores interesses do BRB, "seguindo os padrões do mercado".

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Ele acrescentou que fornecerá informações e esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos, mas que não vai comentar os detalhes do processo. "Confio que a apuração trará os devidos esclarecimentos à sociedade", ressaltou.

Inicialmente, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, indicou Celso Eloi para substituir Costa, mas depois voltou atrás e nomeou o ex-presidente da Caixa Nelson Antônio de Souza.

Como funcionava a venda de carteiras falsas

Depois de ter prometido mundos e fundos aos investidores, o Banco Master criou carteiras de crédito falsas para levantar dinheiro e pagar o que devia, segundo a PF.

A investigação aponta que o Master comprou carteiras de crédito de empresas de fachada e as revendeu ao BRB. Essa foi a maneira encontrada pelo banco para resolver sua insolvência, apontam as investigações.

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Em decisão da Justiça Federal obtida pela CNN, o juiz Ricardo Leite cita a hipótese de que, para salvar o Banco Master de uma "crise de liquidez" o BRB teria adotado “procedimentos escusos” e atuado com “pura camaradagem”, escreveu em nota para justificar a prisão de executivos dessas companhias, que foram soltos hoje.

Segundo a PF, a Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações foi constituída em um processo "marcado por indícios de simulação, antedatamento (colocar uma data anterior à correta) e manipulação documental destinados a ludibriar a fiscalização" do Banco Central.

O Ministério Público Federal (MPF) alega que o Master comprou carteiras de crédito da Tirreno sem realizar qualquer pagamento, por ausência de comprovação de existência dos créditos adquiridos.

Logo em seguida, o Master revendeu os mesmos créditos ao BRB, com pagamento imediato. O volume é de cerca de R$ 12,2 bilhões.

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Com Estadão Conteúdo

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