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A distribuição ocorrerá com a criação de uma nova classe de ações preferenciais, a classe C (PNC). Os papéis serão entregues a todos os acionistas da Axia, na proporção de sua participação no capital social
A Axia Energia (AXIA6), ex-Eletrobras, aprovou uma aumento no capital social e isso pode render uma bolada aos seus acionistas. Os investidores aprovaram em assembleia nesta sexta-feira (19) a operação que permitirá a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia elétrica por meio de bonificação de ações.
A companhia agora prepara o terreno para subir um degrau na governança corporativa, que tem planos de migrar para o Novo Mercado da B3 em 2026, o segmento que reúne companhias com os padrões mais elevados de governança do mercado brasileiro, conforme plano anunciado anteriormente.
Para fazer essa distribuição, a companhia criará uma nova classe de ações preferenciais, a classe C (PNC). Os papéis serão entregues a todos os acionistas, na proporção de sua participação no capital social.
As novas ações possuirão direito a voto (“one share one vote”) e serão transitórias, com resgate ou conversão em ações ordinárias até 2031. Também terão direito de “tag along” de 100%.
A empresa de energia tinha quase R$ 40 bilhões em reservas de lucro acumuladas até o terceiro trimestre de 2025. A operação proposta pela companhia foi vista por analistas como uma resposta à tributação de dividendos a partir de 2026, contida na reforma do Imposto de Renda.
Dividendos que forem declarados ainda neste ano estão isentos da taxação, o que tem levado as empresas a estudarem a viabilidade de anúncios de novas distribuições aos acionistas.
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A Axia já anunciou dividendos recordes para 2025, no valor total de R$ 8,3 bilhões, depois de finalizar uma reestruturação interna desde 2022, e diante de uma perspectiva de mercado mais favorável para preços de energia.
Agora, busca aproveitar sua reserva de lucros, que é historicamente alta e foi acumulada na época estatal. A companhia também anunciou uma política de dividendos que pode ser benéfica aos acionistas.
Pela operação, foi estabelecido um cronograma mínimo de conversão obrigatória das ações PNC em ações ordinárias de pelo menos 4% do volume a ser emitido a cada ano até 2030, e remanescente com conversão em 2031.
“Na prática, a Axia está convertendo um grande saldo de lucros retidos em um instrumento de longo prazo, resgatável de forma opcional, cuja monetização pode ser administrada de maneira mais eficiente do ponto de vista tributário”, disse o Citi, quando a criação das novas ações foi anunciada.
Mas a Axia poderá acelerar esse processo se julgar necessário, ou mesmo propor um resgate parcial ou total das PNCs transitórias se avaliar que tem recursos suficientes em caixa.
Também está prevista a criação de nova classe de ações preferenciais imediata e compulsoriamente resgatáveis (PNR) para os detentores de ações preferenciais classe A e classe B (PNA e PNB), para viabilizar o pagamento do prêmio de 10% de dividendos a que os acionistas com ações preferenciais têm direito.
Com Money Times
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