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Mesmo com resultados positivos no último trimestre, gigante da tecnologia alerta para impacto bilionário até junho com as tarifas de Trump
A Apple informou que espera absorver cerca de US$ 900 milhões em custos adicionais no trimestre fiscal que se encerra em junho de 2025 — reflexo direto das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses.
A estimativa foi apresentada pelo CEO Tim Cook durante a divulgação dos resultados financeiros mais recentes da companhia.
Segundo Cook, esse impacto tarifário está diretamente ligado à estrutura ainda vigente da guerra comercial iniciada durante o governo de Donald Trump. No entanto, ele fez um alerta aos investidores: “Essa estimativa não deve ser usada como base para projeções futuras, pois há fatores específicos que favorecem o trimestre de junho.”
Apesar da pressão adicional sobre os custos, a Apple (AAPL34) surpreendeu positivamente no trimestre encerrado em março. A companhia reportou um aumento de 5,1% na receita, totalizando US$ 95,36 bilhões, e um lucro líquido de US$ 24,78 bilhões, alta de 4,8% na comparação anual.
Os números superaram as expectativas de mercado e vieram antes do novo pacote tarifário anunciado em abril.
Apesar da expansão estratégica, a Apple enfrenta dificuldades crescentes na China, um de seus principais mercados. No último trimestre, a receita da empresa na região caiu mais de 11%, em meio a restrições ao uso de tecnologia estrangeira e à concorrência acirrada com marcas locais.
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Especialistas alertam que, diante do aumento de custos com tarifas, a Apple pode optar por duas saídas: absorver a perda de margem ou repassar os custos ao consumidor, o que poderia prejudicar sua competitividade global — especialmente em mercados sensíveis a preço.
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