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A próxima segunda-feira (14) é o último dia para os acionistas exercerem direito de subscrição. Será que vale a pena?
Os acionistas da Gol (GOLL54) que detinham posição acionária até o dia 11 de junho têm o final de semana para refletir se querem ou não exercer os direitos de compra das ações da empresa.
Isso porque a próxima segunda-feira (14) é o último dia do prazo para vender ou exercer o bônus de subscrição no aumento de capital que a companhia fará como parte do processo de reestruturação depois da saída da recuperação judicial nos EUA.
Cada bônus dá o direito de o investidor adquirir uma ação preferencial por R$ 5,84. Esse mecanismo permite que os acionistas comprem novos papéis da companhia antes que essas ações sejam oferecidas ao público em geral, caso queiram evitar a diluição — que é praticamente total no caso da Gol.
Isso porque a aérea saiu do Chapter 11 (lei de falência nos EUA), com um plano de capitalização de R$ 12 bilhões, que envolve a emissão de 8,1 trilhões de ações ordinárias (a R$ 0,00029 cada) e 968 bilhões de ações preferenciais (a R$ 0,01 cada).
De acordo com os cálculos do BTG Pactual, na Gol a diluição acionária será de 99,8%. Sempre que uma empresa faz algo dessa magnitude, automaticamente os investidores perdem participação na companhia, daí a importância do direito de subscrição.
Na visão do BTG Pactual, a resposta é não. O banco, aliás, recomenda a venda das ações. “Após a reestruturação, a alavancagem da companhia continuará elevada, em 5,4x, e a Abra [holding que reúne participação em aéreas e é acionista da Gol] passará a deter 80% da Gol”, escrevem os analistas do banco em relatório.
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Para Welliam Wang, gestor de fundos de ações da AZ Quest, outra preocupação é a dívida elevada da empresa, que ainda terá que lidar com custos operacionais altos.
“Além da dívida, o setor como um todo enfrenta leasing mais caro, já que a demanda global por aeronaves aumentou os custos, e uma cultura de judicialização, que tornou comum processar aéreas por atrasos — mesmo quando causados por fatores externos, como fechamento de aeroportos. Tudo isso deve afetar qualquer potencial que os papéis ainda possam ter”, afirma o gestor.
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