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O conselho de administração da Hapvida aprovou a criação de um programa para aquisição de até 20 milhões de ações HAPV3

Após perder quase 42% do valor na B3 nos últimos 12 meses, a Hapvida (HAPV3) quer aumentar o retorno aos acionistas — e decidiu retirar milhões de papéis de circulação do mercado.
O conselho de administração da Hapvida (HAPV3) aprovou um programa de recompra de até 20 milhões de ações, equivalente a cerca de 4% do total de ações atualmente em circulação no mercado.
O programa teve início na última terça-feira (14) e poderá ser estendido por 18 meses.
Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Hapvida (HAPV3) a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
Quando uma companhia recompra suas ações em programas como esse, os papéis deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria.
Segundo a Hapvida, o objetivo é “maximizar a geração de valor para os acionistas por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”.
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A empresa pretende manter os papéis adquiridos no programa em tesouraria ou cancelá-los. Hoje, a companhia possui cerca de 7,5 milhões de ações mantidas em tesouraria.
Vale lembrar que a recompra é justamente uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o investidor, em uma espécie de “pagamento indireto de dividendos” aos acionistas.
Afinal, caso a companhia opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por acabar com uma participação proporcionalmente na empresa maior após a operação — e consequentemente ter direito a uma fatia maior do lucro e dos proventos no futuro.
No entanto, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas no mercado.
Segundo o documento enviado à CVM, o dinheiro para financiar a operação virá da reserva de retenção de lucros e da reserva de capital.
As aquisições serão realizadas na B3 a preços de mercado, por meio de instituições financeiras intermediárias, como o Bank of America, BTG Pactual, Bradesco e XP Investimentos.
*Com informações do Money Times.
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