Ação da Embraer (EMBR3) sobe mais de 3% após China dar o troco nos EUA e vetar aviões da Boeing
Proibição abre espaço para a companhia brasileira, cujas ações vêm sofrendo com a guerra comercial travada por Donald Trump

Se já virou piada ultrapassada falar que as ações da Embraer (EMBR3) estão voando, nada resta a não ser apelar para o arroz e feijão destacando que os papéis estiveram entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira (15).
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As ações da fabricante de aeronaves brasileira subiram 3,30%, negociadas a R$ 64,80. O impulso veio da reverberação da guerra comercial entre China e EUA, que tem escalado fortemente nos últimos dias.
Segundo informações da Bloomberg, Pequim teria instruído suas companhias aéreas a suspender novas encomendas de aviões da Boeing como retaliação direta às tarifas de 145% aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos chineses.
Assim, abrem-se novas oportunidades para a companhia brasileira, que já vem se destacando mundialmente de uns tempos para cá. Não à toa, as ações da Boeing (BA; NYSE) fecharam o dia em queda de 2,37% em Nova York hoje.
Embraer (EMBR3) sem medo de Trump
As ações da companhia, que foram destaque em 2024 com uma alta de 150%, sentiram um pouco do efeito da guerra comercial em curso. Embora acumulem perda de cerca de 2% em abril — mês em que Trump anunciou o tarifaço —, no ano, os papéis EMBR3 ganham 15%.
Ainda que o ambiente atual de instabilidade em torno das tarifas alimente preocupações sobre o futuro das exportadoras, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, diz não estar preocupado.
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“Essas tarifas não vão atrapalhar os nossos planos. Vamos achar uma forma de resolver isso”, disse o CEO durante evento promovido pelo Bradesco BBI na última terça-feira (8).
Na visão dele, 2024 foi um ano “espetacular” para a companhia e 2025 promete ser ainda mais positivo.
A expectativa da empresa é encerrar o ano com uma receita líquida média de US$ 7,3 bilhões, o que representa um avanço de 14% em relação aos US$ 6,4 bilhões registrados no ano anterior. Esse número, no entanto, não inclui os resultados da Eve Air Mobility, subsidiária focada na produção de eVTOLs, os chamados “carros voadores”.
O executivo projeta um futuro ainda mais promissor: a meta da Embraer é alcançar US$ 10 bilhões em receita antes do fim desta década.
*com informações do Money Times
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