Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Banqueiros centrais se reúnem para mais uma Super Quarta enquanto o mundo tenta escapar de guerra comercial permanente

Bastou Donald Trump sair brevemente dos holofotes para que os mercados financeiros reencontrassem alguma ordem às vésperas da Super Quarta dos bancos centrais

Jerome-Powell-Gabriel-Galipólo-Federal-Reserve-Fed-Fomc-Copom-Banco-Central-Super-Quarta-agenda
Super Quarta coloca Powell e Galípolo nos holofotes. Imagem: Agência Brasil/Federal Reserve/ Canva Pro - Montagem Seu Dinheiro

Com o mesmo caos com que foi criado, o emaranhado tarifário erguido por Donald Trump começa, aos poucos, a ser desmontado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, Pequim ensaiou o primeiro gesto concreto de disposição para negociar — desde que, claro, os EUA adotem um mínimo de previsibilidade e respeito nas tratativas, dois ingredientes que têm sido escassos nos tempos recentes.

Índia, Japão e Coreia do Sul também sinalizaram avanços em suas frentes bilaterais com Washington, indicando que, apesar do ruído, o mundo enfim tenta sair do modo de guerra comercial permanente.

Ambiente menos disfuncional ajuda os mercados

Nesse ambiente um pouco menos disfuncional, os mercados encerraram a semana passada em terreno firmemente positivo, embalados por um relatório de empregos surpreendentemente forte e por um fiapo de racionalidade nos embates tarifários.

O S&P 500 emplacou sua nona alta consecutiva — a maior sequência desde 2004. E, ironicamente, bastou Trump sair brevemente dos holofotes para que o mercado reencontrasse alguma ordem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A volatilidade cedeu espaço à expectativa, e a lógica econômica, por um momento, voltou a pautar os preços.

Leia Também

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Depois de uma Super Quarta vem uma Super Quinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que um ex-BC diz sobre a decisão do Copom de hoje, a expectativa para o acordo entre EUA e Irã e o que mais move a bolsa de valores hoje

Alívio às vésperas da Super Quarta

Este alívio geopolítico chega em boa hora, às vésperas de uma Super Quarta que trará as decisões de política monetária tanto do Copom quanto do Federal Reserve.

A possível decisão da Opep+ de elevar a oferta de petróleo em 411 mil barris por dia derrubou a cotação da commodity, suavizando os temores inflacionários e ajudando os bancos centrais em seu dilema entre prudência e reação tardia.

É o tipo de vetor que, se bem aproveitado, pode recalibrar expectativas com menos dor — embora, como sempre, a execução faça toda a diferença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos Estados Unidos, a leitura mais generosa da conjuntura abre espaço para uma extensão da recuperação recente dos ativos, desde que os dados econômicos sigam cooperando e a retórica diplomática não volte a incendiar o cenário.

O que esperar do Fed

Abril não foi exatamente um mar de tranquilidade, mas deixou sinais de que o restante do trimestre pode reservar algum alívio.

A aposta majoritária é de manutenção dos juros entre 4,25% e 4,5%, o que transfere toda a atenção para a coletiva de Jerome Powell.

Qualquer mudança de tom — por mais sutil que seja — será dissecada com lupa, dado seu potencial de alterar drasticamente o apetite global por risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O relatório de payroll de abril veio para desafiar as apostas: foram criadas 177 mil vagas, superando até mesmo a projeção mais otimista do mercado (175 mil).

O dado forte reacendeu as dúvidas sobre o início do ciclo de cortes pelo Fed, jogando para julho — ou mais além — a provável estreia da flexibilização monetária.

A surpresa, claro, movimentou os mercados: se por um lado afastou as esperanças de um afrouxamento precoce, por outro dissipou parte dos temores de uma recessão iminente nos EUA, mesmo sob o peso das tensões tarifárias criadas por Donald Trump. 

O cenário ideal segue sendo o de uma desaceleração controlada — moderada o suficiente para justificar alívio monetário, mas sem mergulhar a economia em contração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A guerra comercial, entretanto, segue como variável-chave para a evolução dos preços e do sentimento.

O que esperar do Copom

No Brasil, a semana começou esvaziada de novidades econômicas relevantes.

O foco do mercado está, portanto, voltado para a reunião do Copom nesta quarta-feira, que deve trazer um novo aumento de 50 pontos-base na Selic, levando a taxa para 14,75%, conforme já sinalizado em comunicações anteriores.

O ponto de interrogação agora é se esse será o ponto final do ciclo de aperto ou se o Banco Central optará por mais uma elevação residual de 25 pontos em reuniões futuras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja como for, o tom deve continuar duro, refletindo a persistência inflacionária, especialmente em núcleos ligados a serviços e à rigidez do mercado de trabalho.

A autoridade monetária brasileira enfrenta uma equação cada vez mais delicada: inflação corrente acima da meta, expectativas desancoradas e um mercado de trabalho ainda quente, tudo isso somado a um ambiente fiscal expansionista promovido pelo governo — o famoso cenário de motor acelerando com o freio de mão puxado.

As políticas públicas caminham em direção oposta ao aperto monetário, o que aumenta o custo da credibilidade e pressiona ainda mais o Comitê de Política Monetária.

Fim do ciclo de alta no horizonte

Apesar disso, começa a se delinear no horizonte o encerramento do ciclo de alta, o que abre espaço para o início do debate sobre possíveis cortes na virada do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A transição para uma política monetária menos restritiva seria positiva para os ativos domésticos (juros mais baixos pressionam para cima os múltiplos, reduzem o custo financeiro e, por tabela, elevam os lucros esperados), especialmente em segmentos mais sensíveis à curva de juros, como small caps e setores intensivos em capital.

O desafio está em calibrar essa virada sem comprometer a ancoragem das expectativas — e sem dar margem para que o governo trate qualquer sinal de alívio como licença para gastar ainda mais.

Em suma, o Banco Central se aproxima do final de sua travessia, mas ainda precisa cuidar para não tropeçar na reta final.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Círculo de cadeiras pretas em sala escura, iluminadas no centro, com logotipos de ferramentas de IA nos encostos, voltadas para um espaço vazio 12 de junho de 2026 - 7:16
inteligencia artificial bdr bdrs investimento tecnologia 10 de junho de 2026 - 13:15

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: IPOs das big techs — aos vencedores, a ressaca?

10 de junho de 2026 - 13:15
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma estrada de terra saindo de um canavial em direção a uma cidade do futuro, mas há um buraco no meio do trajeto 10 de junho de 2026 - 8:35
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor de terno preto segurando um escudo em que está escrito ETF. Ele está em um escritório e, ao fundo, vemos gráficos vermelhos em queda 9 de junho de 2026 - 8:45
Barril de petróleo sobre dólares Irã Israel guerra 9 de junho de 2026 - 7:08
Examinador lendo um currículo durante uma entrevista de emprego; vagas abertas 7 de junho de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mão feminina escrevendo em um tablet. Símbolos de sustentabilidade e fatores ambientais são projetados. 3 de junho de 2026 - 8:47
Imagem tirada de um drone mostra a cidade de Cartagena. Em primeiro plano, a cidade antiga, e, ao fundo, prédios altos e modernos 2 de junho de 2026 - 8:26
ID da foto:2232370416 Eleição na Colômbia. Mão do homem que põe seu voto na urna e na bandeira da Colômbia no fundo 2 de junho de 2026 - 7:45

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A virada colombiana e o novo pêndulo político da América Latina

2 de junho de 2026 - 7:45
hedge funds ou fundos de fundos imobiliários como almoço grátis no mercado 31 de maio de 2026 - 8:00
Ferrari Luce: faltou conselho? 30 de maio de 2026 - 9:01
Imagem gerada por inteligência artificial mostra cavalos de corrida saindo da bolsa de valores brasileira 29 de maio de 2026 - 8:46
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar