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Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde

Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta

26 de março de 2025
19:58 - atualizado às 17:19
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Imagem: Montagem Seu Dinheiro / Canva Pro

Em se tratando do confuso ambiente sugerido pelas idas e vindas da Trumponomics, seria a hora do “buy the dip”?

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Tomando por base as experiências passadas e supondo que não se trata de um cenário recessivo para os EUA (uma suposição razoável, mas nada trivial), podemos assumir que uma queda de -10% ou mais da bolsa americana abre espaço para compra.

Ou seja, na média, o investidor ganha dinheiro comprando os mergulhos do S&P 500, dada sua impressionante capacidade de recuperação.

Essa é uma tática simples que funcionou bem durante os últimos 12 meses, e veremos se funcionará também agora.

Como reforço conjuntural, aliás, entendemos que existe um argumento acessório para flertar com o “buy the dip” americano neste momento.

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Mas antes precisamos voltar um pouco no tempo

Os financistas de longa jornada hão de lembrar do pacto de comunhão que existia entre ativos de risco no Brasil e nos EUA.

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A correlação entre Ibov e S&P 500, que era bastante representativa até 2018, derreteu na pandemia, e nunca mais voltou direito.

Recentemente, ela parece estacionada em um dos seus menores patamares históricos.

Fonte: Bloomberg

Esse é o pano de fundo que permite que, neste início de ano, aconteçam bizarrices tais como:

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  • O Ibovespa subir +1,97% no mesmo 27 de janeiro em que o S&P 500 caiu -1,46%;
  • O S&P subir +1,59% no mesmo 28 de fevereiro em que o Ibovespa caiu -1,60%.

Ainda que tais episódios, isoladamente, não tenham robustez estatística, eles denotam que, para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta.

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