Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso

Na última quarta-feira (2), no momento do anúncio das tarifas por Donald Trump, aconteceu algo inusitado.
Enquanto todo o mundo morria de medo do que poderia aparecer, o que apareceu na verdade me fez cair na gargalhada: uma placa horrorosa que mais parecia o cardápio do boteco aqui da esquina do que um documento oficial do governo.

“Donald, vou querer um expresso e um pão de queijo. Obrigado!”
Brincadeiras à parte, o bom humor não foi apenas por conta da placa engraçada, mas pelo conteúdo dela. O Brasil “saiu muito beneficiado", com as menores tarifas possíveis, o que obviamente é ótima notícia.
Não à toa, o Ibovespa foi um dos raros índices que não despencaram no pregão de ontem, enquanto S&P 500 (-4%), Nasdaq (-5%), Euro Stoxx 50 (-3,6%), entre outros ao redor do mundo simplesmente derreteram.
Além de tarifas relativamente brandas, o Brasil ainda pode se aproveitar do aumento nas vendas para outros países que tiveram menos sorte, e que podem começar a retaliar os norte-americanos a partir de agora.
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Ibovespa já vinha chamando atenção
Para falar a verdade, o Ibovespa já vinha performando bem melhor que os índices da bolsa de Nova York desde o começo do ano.
A combinação de valuations muito atrativos, aumento da probabilidade de um governo de direita e inflação mais comportada por aqui ajudaram. Mas boa parte desse fluxo veio justamente da piora do humor com os EUA.
Se nos últimos anos a tese de inteligência artificial sugou os recursos do mundo inteiro para as 7 magníficas, o surgimento do DeepSeek fez boa parte desses recursos voltar para seus países de origem, entre eles, o Brasil.
Além disso, os receios de uma desaceleração e até de uma recessão nos Estados Unidos tem feito parte do fluxo sair do país e migrar para a Europa e emergentes, o que também nos ajudou.
O “cardápio do Trump” apresentado nesta semana apenas fez essa diferença aumentar ainda mais.
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Mas a melhor parte é que ainda existe espaço para o Ibovespa continuar performando bem. Como você pode ver no gráfico abaixo, o valuation segue atrativo.
Bolsa: eleições e Selic no radar
Além disso, o assunto eleições tem mais de um ano para continuar ajudando os ativos brasileiros na bolsa. Outro ponto interessante é que, apesar de ainda estarmos vendo a Selic subir, em breve a discussão do mercado deve passar a ser “quando e até onde ela pode cair".
Pode parecer uma mudança pouco relevante, mas ela é crucial para a atratividade da bolsa brasileira. Com Selic em 14% e ainda subindo, o sujeito nem pensa em tirar o dinheiro dele da renda fixa. Mas a história muda quando a Selic voltar a cair e deixar de render 1% ao mês sem risco.
Por fim, o anúncio de tarifas pesadas para uma série de países importantes pode ajudar a colocar o Brasil novamente no radar, depois de muito tempo largado e esquecido pelos investidores internacionais. E apesar de já ter andado um pouco em 2025, ainda há gatilhos e motivos para a bolsa subir caso o ambiente siga melhorando.
Apesar de já ter se valorizado mais de 14% em 2025, a Carteira Mensal de Dividendos tem potencial para continuar aproveitando a melhora do humor com o Brasil, e você pode conferir a lista completa de ativos aqui, de forma gratuita.
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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