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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

APETITE RENOVADO

Stuhlberger está comprando ações na B3… você também deveria? O que o lendário fundo Verde vê na bolsa brasileira hoje

A Verde Asset, que hoje administra mais de R$ 16 bilhões em ativos, aumentou a exposição comprada em ações brasileiras no mês passado; entenda a estratégia

Camille Lima
Camille Lima
11 de agosto de 2025
14:39
Luis Stuhlberger, sócio-fundador do Verde Asset Management
Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management. - Imagem: Divulgação/UBS

Como outros grandes gestores da Faria Lima, Luis Stuhlberger não gosta de perder dinheiro com investimentos errados. Mas, na avaliação do lendário fundo Verde, não é só porque o mês de julho trouxe perdas com posições em ações locais que a bolsa brasileira perdeu o brilho. Pelo contrário, aliás. 

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Mesmo depois de um desempenho negativo com o livro de ações brasileiras no mês passado, o fundo decidiu intensificar a aposta na B3.

De acordo com a carta mensal da Verde Asset, que hoje administra mais de R$ 16 bilhões em ativos, o fundo aumentou a exposição comprada em ações brasileiras por meio de estratégias com opções longas.

A avaliação da gestora é que o aumento da incerteza no mercado local fez os investidores exigirem prêmios de risco maiores, o que levou a uma correção significativa do mercado de ações, a uma desvalorização do real e à abertura das curvas de juros.

“Embora o grau de incerteza continue mais alto que alguns meses atrás, temos encarado esse movimento mais como oportunidade. Não acreditamos que este conflito mude de maneira relevante as variáveis macro no curto e médio prazo, nem dê para o governo atual uma sobrevida de popularidade duradoura”, escreveu a Verde, no documento.

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De onde vieram as perdas (e os ganhos) de Luis Stuhlberger em julho 

O desempenho consolidado do fundo Verde em julho foi de um retorno de 0,22%. No mesmo período, o CDI rendeu 1,28%.

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No acumulado do ano, o fundo acumula desempenho positivo de 7,38%.

As perdas de Stuhlberger no mês foram principalmente atribuídas às apostas do fundo na bolsa brasileira, além dos impactos negativos nos investimentos em moedas e na posição de juro real brasileiro.

Já os ganhos do fundo no mês passado vieram do livro de crédito, dos investimentos em criptomoedas e de posições de inflação nos Estados Unidos. 

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Confira um resumo dos resultados do fundo Verde no mês:

Bolsa brasileira e o que mais está na carteira do fundo Verde 

Além de aumentar a exposição na bolsa brasileira em julho, Luis Stuhlberger também optou por reduzir as proteções em ações globais, voltando a uma exposição líquida comprada.

No Brasil, a Verde diminuiu suas posições compradas em juro real, especialmente na parte mais curta da curva de juros. 

Nos Estados Unidos, no entanto, o fundo manteve suas alocações em juro real e inflação implícita.

Stuhlberger olha para além do dólar

No portfólio de moedas, a gestora está comprada em euro, no ouro e no real, além de ter aumentado a alocação em criptomoedas. 

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O cenário internacional também contribuiu para essa estratégia, dadas as perspectivas de uma situação mais frágil de emprego nos EUA e de consecutivos ataques de Donald Trump ao presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), Jerome Powell.

O lendário fundo Verde, então, reforçou a diversificação do dólar. "O fundo mantém uma exposição relevante e diversificada a esse tema.”

Além disso, o fundo de Stuhlberger também manteve os livros de crédito “high yield” — de alto risco e retorno — local e global.

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