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O BofA reduziu a recomendação para a bolsa brasileira, de “overweight” para “market weight” (neutra). E agora, o que fazer com a carteira de investimentos?

A Petrobras (PETR4) não foi a única ação deixada na berlinda pelo Bank of America (BofA). Depois de um rali expressivo do Ibovespa em 2025, o banco decidiu também moderar as expectativas para toda a bolsa brasileira.
O BofA reduziu a recomendação para o mercado de ações local, de “overweight” (compra) para “market weight” (neutra).
Embora o banco tenha diminuído o entusiasmo com a bolsa, a boa notícia para os investidores é que os analistas ainda enxergam boas oportunidades no cenário local.
No entanto, a estratégia agora mudou: o foco não está mais nas commodities, mas nas ações com maior correlação à economia local.
"No Brasil, preferimos exposição doméstica a setores ligados a commodities", escreveu o BofA, em relatório.
Com essa visão, a equipe de economia e estratégia do BofA fez ajustes na carteira de ações recomendadas na bolsa brasileira, trazendo a Hypera (HYPE3) para o portfólio.
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Segundo os analistas, a empresa, com sua sólida geração de caixa e valuation atrativo, tem um apelo maior no cenário atual.
Por outro lado, Localiza (RENT3) e Assaí (ASAI3) saíram de cena. Para o BofA, não há mais espaço de valorização para essas ações, especialmente depois da recuperação vista nos últimos 12 meses.
A cautela do BofA, no entanto, vai além dessas duas ações específicas. A preocupação com os preços elevados das ações está no cerne da postura mais conservadora do banco em relação à bolsa brasileira.
De acordo com os analistas do BofA, 67% das ações do Ibovespa estão atualmente negociando acima da média de 200 períodos, o maior percentual desde agosto de 2024, o que sinaliza um cenário mais apertado para ganhos futuros.
Seguindo a linha de cautela do Bank of America para commodities na bolsa brasileira, o banco também ajustou a recomendação para as ações da Petrobras (PETR4) no início desta semana. O BofA rebaixou os papéis da petroleira de “compra” para “neutra”.
Além disso, o preço-alvo fixado para os papéis também mudou: passou de R$ 42 para R$ 34 para as ações negociadas na B3 e de US$ 15,50 para US$ 12,50 para os ADRs (recibos de ações) em Wall Street.
O banco justifica essa revisão com uma combinação de fatores: uma perspectiva macroeconômica mais desafiadora e os crescentes riscos regulatórios que envolvem a Petrobras.
Segundo os analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolas Barros, um dos principais fatores para a revisão é a decisão recente da Opep+ de aumentar a produção de petróleo para recuperar sua participação de mercado, mesmo em um cenário de preços baixos.
Além disso, as tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificam a guerra comercial, também devem pesar nas expectativas de crescimento econômico global.
Com esses fatores, o BofA vê pressões de queda sobre o preço do petróleo, o que naturalmente impacta a Petrobras e limita o potencial de valorização das ações no curto prazo.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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