Onde investir em maio: Petrobras (PETR4), Cosan (CSAN3), AT&T (ATTB34) e mais opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs
Em novo episódio da série, analistas da Empiricus Research e do BTG Pactual compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Duas ações brasileiras que devem capturar o fim do ciclo de alta da Selic; uma boa pagadora de dividendos barata; uma empresa americana que já saltou dois dígitos neste ano e pode subir ainda mais; e um segmento de fundos imobiliários com dividend yield (retorno de dividendos) de até 14% — essas são as recomendações do Onde Investir para maio.
Embora o mercado financeiro esteja em um momento turbulento por conta das tarifas de importação de Donald Trump, que mergulhou o mundo em incerteza, as oportunidades para os investidores estão por aí — é uma questão de escolher bem.
Para isso, Paula Comassetto conversou com analistas da Empiricus Research e do BTG Pactual sobre quais ativos são os mais indicados para se proteger das flutuações do mercado local.
- E MAIS: Calendário de resultados desta semana inclui Bradesco, PRIO, Itaú Unibanco, Ambev e outras empresas; acompanhe a cobertura completa de balanços
E maio chega com seus próprios desafios. Neste semana, os comitês de política monetária do Brasil (Copom) e dos Estados Unidos (Fomc) se reúnem para decidir o nível de juros, as commodities continuam perdendo valor em meio à perspectiva de desaceleração global, e as empresas brasileiras e internacionais seguem divulgando balanços do primeiro trimestre.
Confira as recomendações do Onde Investir para ações, dividendos, fundos imobiliários e ações internacionais em maio:
Ações
Abril foi um mês em que a bolsa brasileira provou o seu valor, segundo Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research. No episódio do Onde Investir de maio, ela diz que a alocação dos investidores estrangeiros em ações brasileiras depois da sangria inicial do Dia da Libertação mostra que o Brasil tem potencial de ganho.
“É um indicativo de que a gente pode sair vencedor nessa história e a gente pode realmente estar começando um ciclo muito positivo para mercados emergentes, em especial para o Brasil”, diz a analista da Empiricus.
Leia Também
Larrisa Quaresma acredita que os próximos meses devem ser marcados por um ponto de virada no fluxo global e nos fundamentos domésticos. Do ponto de vista global, os Estados Unidos perderam o status de porto seguro em situações de aversão ao risco — visto que a aversão ao risco vem de lá.
“Ficou claro no tarifaço que a principal característica do Trump é a imprevisibilidade na forma de governar. E imprevisibilidade na principal economia do mundo, onde a maioria dos investimentos dos portfólios globais está, significa que talvez não seja tão seguro assim deixar o dinheiro lá”, diz.
Nessa linha, a América Latina surge como opção. E o Brasil, com destaque, segundo a analista.
Na opinião dela, alguns fatores contribuem para o destaque brasileiro: o fim do ciclo de alta da Selic, as ações baratas em bolsa, companhias domésticas resilientes e, agora, a ideia de que a tarifa do Brasil foi baixa em comparação com grandes países.
Para maio, o portfólio Empiricus 10 Ideias passou por mudanças para compor empresas domésticas: SBF (SBFG3) e Cosan (CSAN3).
Larissa Quaresma defende o aumento de risco, mas com cautela. Empresas sensíveis aos juros devem se beneficiar da tendência de fim do ciclo de aperto monetário. Entretanto, é importante ficar longe das companhias endividadas e com problemas de geração de caixa.
Dividendos
As empresas domésticas estão dominando todas as teses neste momento de grande turbulência fora das fronteiras tupiniquins. Mesmo entre as pagadoras de dividendos, as empresas ligadas às commodities devem ceder espaço às locais, segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Matérias-primas como petróleo, minério de ferro, ligas metálicas e outras estão perdendo valor no mercado internacional devido à perspectiva de desaceleração da atividade global. Isso faz com que as ações das empresas relacionadas a esses setores caiam, mas não só: compromete a geração de caixa nos próximos meses, com baixa nas margens e lucros.
“Se o investidor tem muita commodity na carteira, é hora de reavaliar a estratégia porque a gente pode estar entrando em um momento mais benéfico para as empresas domésticas”, diz Ruy Hungria no Onde Investir em maio.
“É hora de o investidor avaliar com carinho empresas domésticas que gerem caixa e que estejam negociando com múltiplos descontados”, acrescenta.
Um exemplo é a Eletrobras (ELET3). A companhia entrou na carteira Vacas Leiteiras, da Empiricus, porque o setor elétrico é considerado estável, por estar negociando a múltiplos baixos e por ter resolvido o principal impasse com o governo federal desde a privatização, em 2022.
“Os resultados da Eletrobras melhoraram muito nos últimos dois anos e as condições do setor também, com os preços de energia subindo. Mas as ações praticamente não acompanharam por causa das desconfianças e riscos de o governo fazer algum tipo de intervenção”, diz.
“Com essa questão do governo resolvida, os papéis devem começar a seguir um pouco mais os fundamentos”, diz Ruy Hungria, que vê grandes chances de ganho de capital e de dividendos com as ações.
A outra escolha do analista é a Petrobras (PETR4). Uma empresa de commodities? Sim.
No caso da petroleira estatal, ele explica que alguns fatores favorecem essa tese em específico. O primeiro são os múltiplos muito descontados, principalmente após a queda de 15% nos preços das ações em abril.
Além disso, a empresa tem uma posição muito privilegiada no mercado global de petróleo, de conseguir operar com a commodity negociando a um valor baixo, enquanto seus pares não conseguem. Ruy Hungria acredita que, no curto prazo, se os preços do petróleo caírem muito, a empresa deve ser beneficiada.
- Entenda mais neste episódio do Touros e Ursos, em que o analista explica em detalhes.
Internacional
A maior tese de investimento nos Estados Unidos caiu no último mês. Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, reduziu todas as posições em empresas de tecnologia, como Amazon (AMZN34) e Meta (M1TA34). Vale lembrar que as ações associadas também recuaram, como a TSMC (TSMC34), recomendada no mês passado.
Assim como no Brasil, o analista está de olho nas empresas domésticas, de setores resilientes.
A primeira escolha foi a AT&T (ATTB34), uma empresa de telecomunicação similar à Vivo (VIVT3) no Brasil. Enzo Pacheco explica que a companhia é uma empresa tradicional nos EUA, que oferece planos de celular e banda larga.
“Não é uma empresa que vai crescer 10%, 15% no ano, mas vai apresentar crescimento estável de 5%, vai conseguir manter resultados e pagar os dividendos ao investidor. É esse tipo de empresa que precisamos agora na nossa carteira, que ofereça estabilidade”, disse o analista no episódio.
- E MAIS: Trump anuncia tarifas de 100% sobre filmes estrangeiros, e ações de Netflix, Disney e Paramount caem
A segunda escolha, na mesma linha da anterior, é a UnitedHealth (UNHH34). A empresa já fazia parte da carteira de ações internacionais da Empiricus, mas recebeu um gás de posição em abril após os papéis caírem.
Enzo Pacheco acredita que o mercado de ações dos EUA vai continuar bastante volátil e defende uma postura mais estratégica para a carteira internacional, focada em empresas mais estáveis e menos sensíveis ao tarifaço de Trump.
Fundos imobiliários
Para falar de fundos imobiliários no Onde Investir em maio, Daniel Marinelli, analista do BTG Pactual, fez uma análise setorial. Segundo ele, o IFIX, principal índice de FIIs da bolsa, já subiu 9% ano, mas tem potencial para mais valorização nos próximos meses.
“Todos os setores ainda apresentam desconto em relação ao valor patrimonial dos fundos. Alguns setores mais do que outros, mas essa visão positiva para o mercado de fundos imobiliários é que predomina, mesmo com a performance de valorização recente”, disse.
O setor mais desvalorizado, que apresenta oportunidade no pagamento de dividendos e no ganho de capital futuro continua sendo o de lajes corporativas. Daniel Marinelli afirma que o desconto no preço das cotas em relação ao valor patrimonial chega a 30%.
Na sequência, aparecem os fundos de galpões logísticos (-20%), de renda urbana (-10%) e então os fundos de papel (-5%).
Os fundos de papel apresentam o menor desconto devido a correlação de seus dividendos com as altas taxas de juros. Como esses ativos investem em dívidas imobiliárias, corrigidas por juros e inflação mensalmente, o retorno para os cotistas é mais imediato e próximo ao que um título de renda fixa paga. Com isso, o dividend yield desses ativos remuneram 13%, 14% ao ano.
“A gente tem um pouco mais de exposição aos fundos de papel, até pela expectativa de um novo aumento da Selic, que deve beneficiar esses fundos, mas também temos e recomendamos exposição aos fundos de tijolo”, diz.
A recomendação do analista é um portfólio 50/50 em fundos de papel e tijolo. No segmento tijolo, a recomendação é que a alocação esteja dividida entre hedge funds, galpões logísticos e lajes corporativas.
Veja o episódio completo do Onde Investir em maio:
O OUTRO LADO DA MOEDA
R$ 4,50 ou R$ 5,80? O gatilho que vai definir o preço do dólar depois das eleições
23 de setembro de 2026 - 18:33RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...
Nubank, BTG Pactual e Banco do Brasil: os gringos já escolheram onde investir, agora só falta o gatilho certo para apertar compra
21 de setembro de 2026 - 17:19DIRETO PELA B3
IA, Ibovespa e até farmacêuticas gringas: Itaú BBA diz como investir em 800 ações com retorno de 23% ao ano sem dor de cabeça
18 de setembro de 2026 - 19:20EM TOM DE CAUTELA
Lula turbina Bolsa Família em 15% e faz o Ibovespa perder 3 mil pontos. Por que o mercado torceu o nariz?
17 de setembro de 2026 - 13:00DEU RUIM
Ação da Marcopolo (POMO4) despenca 26% no ano e XP rebaixou para neutra; mas há 2 fatores que podem impulsionar a ação
17 de setembro de 2026 - 12:46ONDE APOSTAR NA BOLSA
Lula ou Flávio? Você não deve esperar as eleições para se posicionar nestas ações, segundo a Kinea
17 de setembro de 2026 - 9:01VISÃO DO GESTOR
Multimercados não morreram, mas o jogo mudou: XP Asset aposta em nova estratégia e até mudança nas taxas para voltar a dar retorno
17 de setembro de 2026 - 6:14FECHAMENTO DOS MERCADOS
Os 30 minutos que selaram o destino da bolsa em Nova York — e do Ibovespa — após a alta dos juros nos EUA
16 de setembro de 2026 - 17:15CONSOLIDAÇÃO DA CARTEIRA
Fundo imobiliário que rende IPCA+ 10%? Patria quer unir FIIs e criar gigante de crédito de R$ 4,5 bilhões
16 de setembro de 2026 - 13:01LATAM RETAIL SHOW 2026
FIIs são o ‘match perfeito’ para o setor de shopping centers, segundo gestores; saiba onde estão as melhores oportunidades
15 de setembro de 2026 - 21:19ESTRATÉGIA DOS ESTRANGEIROS
Os gringos estão de olho no Ibovespa, mas as eleições assustam; veja o que diz pesquisa com gestores que reúnem US$ 90 bi
15 de setembro de 2026 - 18:45RECOMENDAÇÃO DE COMPRA
Cyrela (CYRE3), Porto (PSSA3) e RD Saúde (RADL3): o que elas têm em comum e como podem saltar até 55%?
15 de setembro de 2026 - 16:40EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG
Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
14 de setembro de 2026 - 19:47PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA