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O temor de uma infestação no setor financeiro e no mercado de crédito norte-americano faz pressão sobre as bolsas hoje
Gregor Samsa parece ter saído das páginas do revolucionário clássico de Franz Kafka para provocar uma espécie de metamorfose em Wall Street. O velho fantasma que assombra os mercados financeiros desde 2008 tomou a forma de uma infestação de baratas nesta sexta-feira (17).
Duas notícias vindas dos Estados Unidos reacenderam os temores de uma nova crise financeira, tingindo de vermelho as bolsas ao redor do mundo. Junto delas, um alerta do maior banqueiro privado norte-americano acabou com o apetite por risco dos investidores: “quando você vê uma barata por aí, provavelmente há mais”.
O estopim veio de dois bancos regionais americanos, o Zions Bancorporation e a Western Alliance, que reportaram calotes milionários e possíveis fraudes.
O Zions anunciou uma baixa contábil de US$ 50 milhões em dois empréstimos, enquanto a Western Alliance revelou que entrou com um processo judicial sobre um crédito inadimplente estimado em US$ 100 milhões, segundo analistas do Citi.
O mercado reagiu de forma dura: as ações do Zions despencaram mais de 13%, e as da Western caíram quase 11% — um movimento que acendeu um alerta entre investidores já cautelosos com o sistema bancário americano.
Eu sei, você deve estar se questionando: por que eu, aqui no Brasil, deveria estar me preocupando com problemas em bancos médios lá nos EUA?
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Diante das turbulências, surge uma pergunta inevitável: será que a história vai se repetir?
Da última vez que um banco regional americano apresentou problemas graves de crédito, o resultado foi a pior crise financeira desde 2008.
Foi em 2023, quando o Silicon Valley Bank (SVB) — com US$ 212 bilhões em ativos — entrou em colapso após uma corrida de saques.
A quebra do SVB, causada por uma combinação de má gestão de risco e pânico dos clientes, abalou a confiança em todo o sistema financeiro dos EUA e levou outras instituições menores à beira do colapso.
O verdadeiro colapso do SVB deu-se por conta da corrida bancária no banco, que acontece quando os clientes correm para sacar seus recursos de uma instituição financeira com receio de que ela quebre — o que em muitos casos acaba se tornando uma profecia autorrealizável.
Agora, com novos calotes e fraudes sendo revelados, o paralelo é inevitável. Ainda que o cenário possa ser diferente desta vez, a lembrança do SVB paira sobre o mercado e alimenta o medo de que as rachaduras no setor bancário possam voltar a se alargar.
A pressão não vem apenas dos bancos. Nas últimas semanas, casos de inadimplência corporativa começaram a pipocar nos EUA — e intensificam a sensação de que algo mais profundo pode estar acontecendo no mercado de crédito norte-americano.
Um exemplo emblemático é o da First Brands Group, fornecedora de autopeças que entrou em recuperação judicial (Chapter 11) no fim de setembro, com passivos entre US$ 10 bilhões e US$ 50 bilhões.
Para piorar, os credores alegam que cerca de US$ 2,3 bilhões em ativos “sumiram” dos registros da empresa.
Os bancos Jefferies e UBS estão entre os credores da empresa e contabilizam centenas de milhões de dólares em exposição. O Jefferies, aliás, viu suas ações caírem 25% desde o escândalo.
Outra empresa que recorreu à Lei das Falências nos EUA foi a Tricolor Holdings. A rede de concessionárias listou mais de US$ 1 bilhão em dívidas e 25 mil credores, incluindo o JP Morgan, com quase US$ 200 milhões de exposição, segundo a Reuters.
É verdade… todos esses acontecimentos podem ser somente incidentes isolados e sem qualquer conexão entre si. Pode ser apenas um tropeço pontual no sistema financeiro americano.
Mas a história ensina — e, tal qual a personagem kafkiana Gregor Samsa, os ativos de risco passam por uma espécie de metamorfose nas bolsas. Com direito a asas.
O CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, já traçou um alerta durante a teleconferência de resultados do banco. “Quando você vê uma barata, provavelmente há mais. Todos devem estar avisados sobre isso.”
Os investidores se perguntam se os casos de calote e falência são pontuais ou sintomas de um problema mais sistêmico — escondido nas carteiras de crédito de bancos e fundos de investimento.
Por enquanto, o consenso é de cautela. O índice KBW, que reúne 50 bancos médios dos EUA, despencou 6,3% na quinta-feira (16) — a maior queda diária desde abril e o menor nível de fechamento desde junho.
*Com informações do The Guardian, Reuters e CNBC.
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