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Se as ações da Cosan, do Magazine Luiz e da Raizen brilharam no Ibovespa, o mesmo não se pode dizer dos papéis da Brava, da Marfrig e da Azzas 2154
O Ibovespa estabeleceu um novo recorde histórico de fechamento na sexta-feira (5). A bolsa subiu 1,17% ontem, encerrando o dia aos 142.640,14 pontos. Na semana, a alta acumulada do Ibovespa foi de 0,9% na semana. O dólar, por sua vez, recuou 0,61% ontem, de volta à faixa dos R$ 5,41. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,15%.
De acordo com analistas, a movimentação reflete o otimismo dos participantes do mercado diante da perspectiva de cortes na taxa de juros nos Estados Unidos na esteira do payroll.
O relatório mensal de emprego e outros indicadores da situação do mercado de trabalho norte-americano divulgados nos últimos dias apontaram para uma desaceleração na geração de empregos no país.
A expectativa dos investidores é que isso leve o Federal Reserve a cortar os juros agora em setembro, o que serviria como estímulo à economia dos EUA, bem como aos ativos de risco no mercado financeiro no curto prazo.
Com o Ibovespa alcançando novos recordes, os principais destaques positivos da bolsa brasileira nos últimos dias foram as ações da Cosan (CSAN3), do Magazine Luiza (MGLU3) e da Raízen (RAIZ4).
O salto na cotação das ações da Cosan e da Raízen estão conectadas. No decorrer da última semana, a Raízen anunciou o fim de sua parceria com a Femsa na rede varejista Oxxo.
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Com isso, RAIZ4 acumulou alta de 9,40% na semana, consolidando-se como a ação de terceiro melhor rendimento neste início de setembro.
Isso fez a ação do conglomerado de Rubens Ometto disparar 24,79% na semana, consolidando-se como a maior alta do período.
Por sua vez, MGLU3 ficou na vice-liderança da semana, com alta acumulada de 13,19%. As ações da rede varejista de dona Luiza Trajando estão sendo beneficiadas pela recuo dos juros futuros em meio à expectativa de aproximação de um ciclo de alívio monetário.
Em contrapartida, as ações da Brava (BRAV3), da Marfrig (MRFG3) e da Azzas 2154 (AZZA3) foram as maiores quedas da semana na bolsa.
As ações da Brava lideraram as perdas no Ibovespa, com queda acumulada de 8,58% na semana, prejudicadas pela queda da cotação internacional do petróleo.
Já a queda acumulada de 5,54% da ações da Marfrig na primeira semana de setembro coincide com a aprovação sem restrições pelo Cade a fusão com a BRF, formando a gigante MBRF.
Logo atrás, as ações da Azzas 2154 acumularam recuo de 5,30% na semana em meio a notícias de mudanças no alto escalão da casa de marcas de moda.
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