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Segundo relatório da Empiricus, três notícias recentes foram positivas para a companhia ou seu setor de atuação
Que semana têm tido as ações da Cosan (CSAN3)! Os papéis emendaram a sexta alta seguida nesta quarta-feira (3), liderando os ganhos do Ibovespa no dia. Hoje, os papéis fecharam em alta de 8%, a R$ 6,75. Desde terça-feira passada (26), CSAN3 acumula valorização de 24,77%.
Afinal, o que deixou os investidores tão otimistas com a companhia? Trata-se de uma combinação de boas notícias envolvendo a empresa e seu setor nos últimos dias, segundo um relatório enviado hoje pela Empiricus aos seus assinantes.
Agora, vamos por partes:
Em primeiro lugar, houve o lançamento da Operação Carbono Oculto, de combate à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, na semana passada.
O combate às operações ilícitas no mercado de combustíveis era um pedido antigo das distribuidoras regulares, que vinham perdendo participação de mercado para os postos de bandeira branca.
As empresas investigadas na megaoperação representaram cerca de 3% do mercado de distribuição de combustíveis em 2024, sendo 1% no diesel, 3% na gasolina e 10% no etanol.
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Por isso, um dos efeitos potenciais é melhorar o ambiente competitivo de maneira significativa para as distribuidoras com operação lícita, como a Raízen (joint venture entre Cosan e Shell), na avaliação da Empiricus.
“Agora, o ambiente competitivo fica estruturalmente mais saudável, permitindo que as distribuidoras lícitas voltem a ganhar participação de mercado e se beneficiem de margens melhores, com menos concorrência a preços artificiais”, escreveu a Empiricus.
Na sexta-feira, a Raízen (RAIZ4) anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo, localizadas no Mato Grosso do Sul, com capacidade de 6 milhões de toneladas de cana por safra. A venda foi feita por R$ 1,5 bilhão.
Esse foi o desinvestimento mais relevante feito pela empresa até agora. Com ele, as vendas anunciadas já somam R$ 4,4 bilhões – mas a companhia pretende levantar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, portanto, há mais pela frente.
“Vemos o movimento como positivo, por estar na direção correta de desalavancagem, foco nos ativos rentáveis e racionalização do portfólio. Seguiremos acompanhando a reciclagem de portfólio nos próximos meses – ainda são necessárias mais vendas, e maiores”, escreveu a Empiricus em seu relatório.
“Nesse sentido, o maior ativo é a operação na Argentina, que poderia levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões nas nossas estimativas, mas que depende, na nossa visão, de um resultado favorável da eleição legislativa no país vizinho, marcada para o final de outubro.”
A Raízen, um dos ativos problemáticos da Cosan (você pode saber mais aqui), estaria na mira da japonesa Mitsubishi para um aumento de capital, segundo apuração da agência de notícias Bloomberg.
A Raízen emitiu comunicado afirmando que não há nenhum acordo vinculante por enquanto, o que torna a notícia especulativa, mas, ainda assim, sinaliza que há players estratégicos de fato interessados no ativo.
“Em havendo a capitalização, especialmente nos valores veiculados [R$ 10 bilhões], consideramos a notícia positiva para a Cosan – ainda que esta seja diluída”, escreveu a Empiricus.
Cabe lembrar que a Raízen vem passando por um processo severo de desalavancagem diante da dívida colossal da empresa, que chegou a quase R$ 50 bilhões no primeiro trimestre de 2025 do ano safra (de abril a junho), com alavancagem de 4,5 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Ontem, o Bank of America (BofA) também divulgou um relatório sobre Cosan no qual afirma que se trata de uma história única de reestruturação e desalavancagem na América Latina, e reitera a recomendação de compra para o papel.
De acordo com o time de análise, a companhia vem atuando para reduzir a alavancagem, com a gestão de passivos e a venda da participação na Vale (VALE3).
A companhia também está focada em aprimorar suas operações, especialmente na subsidiária Raízen (RAIZ4), que passou por mudanças na gestão e venda de ativos.
Para saber mais sobre o relatório do BofA, clique aqui.
As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
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