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FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa come poeira enquanto S&P 500 faz história aos 6.300 pontos; dólar cai a R$ 5,5581

Papéis de primeira linha puxaram a fila das perdas por aqui, liderados pela Vale; lá fora, o S&P 500 não sustentou os ganhos e acabou terminando o dia com perdas

Imagem: iStock.com/Dragon Claws

O Ibovespa começou o dia na marca dos 136 mil pontos, mas não demorou muito para que o principal índice da bolsa brasileira afundasse até os 134 mil pontos. A piora ocorreu mesmo com Nova York batendo recorde — pela primeira vez, o S&P 500 tocou os 6.300 pontos. 

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Por aqui, as perdas foram puxadas pelos papéis de primeira linha. A Vale (VALE3) ocupou o segundo lugar entre as maiores quedas do Ibovespa (-2,74%). Petrobras também operou em queda — PETR4 recuou 0,81% e PETR3 caiu 1,11%.

A líder das perdas do Ibovespa foi a MRV (MRVE3), cujas ações já chegaram a cair mais de 5% mesmo com a prévia operacional do segundo trimestre levemente positiva. Na visão dos analistas, dados como fluxo de caixa vieram menores do que o esperado. Os papéis da empresa terminaram o dia em baixa de 2,23%.

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Já o Ibovespa encerrou a sessão perto da estabilidade, com leve variação negativa de 0,04%, aos 135.250,10 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,47%, cotado a R$ 5,5581. 

Ibovespa recua, S&P 500 bate recorde, mas não sustenta

Enquanto o Ibovespa aprofundava as perdas no início da tarde desta terça-feira (15), Wall Street não conseguia se firmar no azul. O S&P 500 renovou máxima mais cedo, ao atingir os 6.300 pontos pela primeira vez, mas teve dificuldade de manter os ganhos. 

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O índice mais amplo da bolsa de Nova York fez história hoje com a ajuda da Nvidia. As ações da fabricante de chips subiram 4% depois que a companhia anunciou que espera retomar "em breve" as entregas de GPUs H20 para a China.

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Ainda entre as empresas, alguns pesos pesados do mercado financeiro norte-americano divulgaram os resultados trimestrais. O Wells Fargo superou a estimativa de lucro, mas uma redução na projeção de receita líquida com juros faz as ações caírem mais de 4%. 

Os papéis do JPMorgan também operaram em leve baixa, embora o banco tenha registrado resultados melhores do que o esperado no segundo trimestre, impulsionados pela forte receita de trading e banco de investimento.

Já as ações do Citigroup chegaram a subir cerca de 1% após o banco superar as estimativas para o segundo trimestre.

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Wall Street espera que a temporada de resultados do segundo trimestre impulsione um mercado de ações que já atingiu máximas históricas. No entanto, as expectativas são baixas antes dos balanços. O S&P 500 deve registrar uma taxa de crescimento combinada de lucros de 4,3% na comparação anual, de acordo com dados da FactSet. Essa seria a menor taxa de crescimento para o índice desde o quarto trimestre de 2023.

O Dow Jones terminou o dia em queda de 0,98%, aos 44.023,29 pontos; o S&P 500 recuou 0,40%, aos 6.243,76 pontos; e o Nasdaq avançou 0,18%, aos 20.677,80 pontos. 

Vale lembrar que as bolsas em Nova York vêm de uma sessão positiva na segunda-feira (14), mesmo depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 30% à União Europeia e ao México a partir de 1º de agosto.

TRUMP TARIFA o Brasil em 50%: O que fazer agora? O impacto na BOLSA, DÓLAR e JUROS

Ainda tem a inflação nos EUA

A terça-feira (15) também foi marcada pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA em junho, que subiu 0,3% no mês, elevando a taxa de inflação anual para 2,7% — em linha com a pesquisa de consenso do Dow Jones.

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O núcleo do CPI, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, avançou 0,2% na comparação mensal, um pouco menos do que o esperado. Na comparação anual, subiu 2,9%, em linha com as estimativas.

O super núcleo, medida acompanhada mais de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), também acelerou de 0,1% para 0,2% em termos mensais, com ambas as medidas de núcleo acelerando no acumulado em 12 meses.

André Valério, economista-chefe do Inter, diz que ainda não há sinais significativos de repasse tarifário, mas nota uma aceleração na inflação de bens — que alcançou o maior valor desde fevereiro — puxada principalmente por itens como utensílios domésticos, de consumo discricionário e de vestuário, tipicamente com alta participação de importados na sua oferta. 

“A leitura de inflação de junho é um pouco mais do mesmo, porém dificulta a decisão do Fed e praticamente elimina a possibilidade de um corte na próxima reunião do dia 30. Por um lado, o resultado em linha com o esperado e ainda acomodado, com dois meses de tarifas em vigor, é uma boa notícia. Porém, nota-se uma reinflação de bens que pode ser o início de um repasse tarifário”, afirma. 

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Valério chama atenção para a possibilidade de um repasse tardio das tarifas para os preços, com a inflação atual sendo reflexo da queima de estoque dos produtores à preços antigos. 

Na Europa, a bolsa também cai

As bolsas de valores europeias fecharam em baixa hoje pela terceira sessão consecutiva, com o índice de referência Stoxx 600 recuando 0,37%.

O otimismo cauteloso com o fato de que a União Europeia negociará um acordo comercial com a Casa Branca antes do final do mês foi compensado pelas preocupações com a economia global, após dados mostrarem que a inflação nos EUA subiu de 2,4% em junho para 2,7%.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas pelo rali de tecnologia — graças às declarações da Nvidia sobre a China — e também pelo crescimento chinês. 

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O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo cresceu 5,2% no segundo trimestre, superando as projeções da Reuters de expansão de 5,1% para o período. Ainda assim, a leitura é menor do que os 5,4% dos primeiros três meses do ano.

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