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A operação está avaliada em R$ 125 milhões, e o pagamento será quitado por meio de compensação de créditos
Após abocanhar o portfólio completo do Rec Logística (RELG11) em maio e colocar um ativo do Votorantim Logística (VTLT11) na mira em julho, o fundo imobiliário GGR Covepi Renda (GGRC11) está pronto para encher o carrinho de compras novamente. O FII anunciou a assinatura de uma carta de intenções para a aquisição de dois ativos do Bluemacaw Logística (BLMG11).
Segundo o fato relevante divulgado, a operação envolve um terreno localizado em Cabreúva (SP), com área total de 429,7 mil metros quadrados e destinado ao desenvolvimento de projetos logísticos.
Além disso, o GGRC11 está interessado na compra da totalidade das cotas detidas pelo BLMG11 no fundo Triple A, sendo 1,12 milhão em cotas ordinárias e 500 mil em preferenciais classe B.
A operação está avaliada em R$ 125 milhões. O pagamento será quitado por meio de compensação de créditos entre o GGRC11 e o BLMG11, através da 10ª emissão de cotas do GGR Covepi Renda.
Como parte do acordo, as cotas subscritas pelo BLMG11 ficarão sob restrição de negociação (lock-up) por até 24 meses, com possibilidade de liberação antecipada. Após esse período, será permitido negociar até R$ 250 mil por dia durante 12 meses adicionais.
Ainda de acordo com o fato relevante, o Bluemacaw Logística também deverá pagar R$ 8,4 milhões em contraprestação, divididos em 24 parcelas mensais de R$ 350 mil.
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Com a aquisição das cotas do Triple A, o GGRC11 duplicará sua participação no fundo, o que deve gerar um incremento de R$ 870 mil em suas receitas mensais.
Somado ao efeito do terreno em Cabreúva, o ganho bruto adicional projetado pela gestão é de aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês.
A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, previstas para ocorrer em até 30 dias.
Enquanto isso, os investidores já começam a repercutir o anúncio nas cotas dos FIIs envolvidos na operação. O GGRC11 operava em queda de 0,10%, aos R$ 9,67 por volta das 12h (horário de Brasília). No mesmo horário, o BLMG11 disparava na bolsa, com alta de 9,07%, negociado a R$ 35,25.
Uma outra aquisição do FII está em vias de ser deliberada. Em julho, o GGRC11 enviou uma proposta para a aquisição de um imóvel do VTLT11 por R$ 208 milhões.
O ativo que está na mira do fundo é um galpão localizado no município de Quatro Barras, no estado do Paraná, que possui aproximadamente 250 mil metros quadrados de terreno e 67 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).
Atualmente, o ativo é locado à Renault, com contrato no modelo built-to-suit — ou seja, desenvolvidos sob medida para atender às necessidades específicas do locatário —, com término previsto para dezembro de 2026.
Porém, uma outra gestora entrou na disputa. A Tellus Investimentos ofereceu R$ 186,8 milhões em dinheiro, com um sinal de R$ 74,72 milhões, para abocanhar o galpão. A proposta também inclui um bônus variável que pode chegar a R$ 14,25 milhões.
Para resolver o impasse, o fundo imobiliário convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os cotistas possam avaliar as duas opções. O prazo para manifestação é até a próxima terça-feira (9).
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