Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
CARTA MENSAL

Fundo Verde: Stuhlberger segue zerado em ações do Brasil e não captura ganhos com bolsa dos EUA por “subestimar governo Trump”

Em carta mensal, gestora criticou movimentação do governo sobre o IOF e afirmou ter se surpreendido com recuo rápido do governo norte-americano em relação às tarifas de importação

Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde - Imagem: Leo Martins

Os ruídos provocados pela tentativa do governo federal de aumentar a arrecadação fiscal por meio do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi um sinal claro de que o Planalto “não entende adequadamente as consequências de várias de suas medidas”. A avaliação foi feita pelo Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, em carta divulgada nesta terça-feira (10).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora veja mérito na troca do aumento do IOF pela reestruturação da tributação de investimentos por reduzir distorções, o Fundo Verde destaca em sua carta que a falta de articulação combinada à “mais completa ausência de sinal de controle sobre os gastos”, tornam o tema indigesto para os agentes do mercado financeiro.

Em tom crítico, a gestora destaca que o governo, focado em seus objetivos eleitorais diante de uma crise de popularidade, tende a jogar a conta para a frente e sustentar a difícil realidade da situação fiscal. 

Diante deste cenário, a posição de Luis Stuhlberger é manter-se zerado nas ações do Brasil. Para o renomado gestor, a animação “exacerbada” com os ativos brasileiros encontra limite na realidade fiscal do país. 

No Brasil, o Fundo Verde aposta em juro real, em crédito privado de maior risco (high yield) e na alta do real em relação ao dólar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em maio, tirando as posições em real, foram os juros reais e o crédito privado que ajudaram no bom desempenho do multimercado. O Verde registrou 1,31% de valorização, frente 1,14% do CDI. 

Leia Também

RADAR DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Fim de um FII? Fundo dono de prédio icônico na Faria Lima recebe oferta de R$ 475 milhões pelo portfólio e pode ser liquidado

PRESSÃO NO PORTFÓLIO

Recuperação judicial das Casas Bahia pesa sobre HSLG11 e cotas caem mais de 5%; entenda os riscos na conta do FII

No acumulado do ano, o fundo também sai na frente: 6,12% para a gestão de Stuhlberger e 5,26% para o indicador de referência. 

Stuhlberger subestima Trump

No cenário externo, a carta da gestora destaca a melhora no sentimento dos mercados, com a redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e o mundo na esteira dos acordos com a China e o Reino Unido. 

O Fundo Verde afirma que esse alívio permitiu que os ativos de risco tivessem uma excelente performance no mês e cita o desempenho do Nasdaq como referência, após alta de 9,04% em maio. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, Stuhlberger faz uma mea culpa ao dizer que subestimou a probabilidade de o governo Trump ceder tão rápido. “Não conseguimos capturar essa recuperação do mercado acionário americano”, diz a carta. 

“Ainda assim, tivemos ganhos em outras classes de ativos, como inflação dos EUA e criptoativos.”

Bolsa global, entretanto, continua sendo posição “levemente” vendida na Verde. A posição em inflação foi reduzida e o gestor iniciou uma posição aplicada em juro real, indicando que espera uma queda maior nas expectativas de juros do que o mercado tem precificado até o momento. 

Em moedas, o yuan é uma aposta vendida em relação ao dólar, e o euro é uma aposta comprada. O ouro também é compra pelo Verde, assim como o crédito high yield global. 

Mês do Fundo Verde

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Fundo Verde conseguiu obter retornos de 6,12% no acumulado do ano, levemente acima da média dos multimercados de gestão ativa no Brasil, medida pelo Índice de Hedge Funds Anbima (IHFA), que fechou maio com alta de 5,99%. 

A rentabilidade também foi superior à do CDI (taxa de referência dessa classe de ativos), que encerrou o período em 5,26%.

Em evento da Verde Asset no fim de maio, Stuhlberger disse que os últimos anos foram difíceis para a indústria de fundos multimercado, principalmente por causa da bolsa brasileira, mas as perdas com essa alocação foram compensadas pela renda fixa, tanto local quanto internacional.

Neste ano, o fundo tem apostado em novos ativos para bater o CDI, como a alocação em criptomoedas. Já a gestora como um todo criou produtos de crédito privado, previdência e imobiliário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Conceito de ETF com dados financeiros e horizonte da cidade em estilo futurista à noite. ID da foto: 2245793437 14 de agosto de 2026 - 8:00
Um fundo com gráfico de ações e uma urna eletrônica ao centro 13 de agosto de 2026 - 15:45
Shopee investe R$ 36 milhões em cupons de desconto e entra na guerra da Black Friday Foto: Dado Ruvic/Reuters 10 de agosto de 2026 - 12:41
Uma barra de ouro flutua sobre uma mão aberta. O fundo da foto é escuro e a barra é iluminada por luzes douradas 9 de agosto de 2026 - 15:38
A B3 lança o Índice Tesouro Selic B3 8 de agosto de 2026 - 8:41
7 de agosto de 2026 - 14:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar