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O desempenho negativo do setor deve-se principalmente à confirmação de surto da gripe aviária mortal H7N9 nos EUA; entenda
Os investidores decidiram colocar as ações dos frigoríficos, como Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), na geladeira na sessão desta segunda-feira (17).
O setor opera entre as maiores perdas do Ibovespa desde o início da sessão. Por volta de 15h05, os papéis MRFG3 caíam 2,95%, negociados a R$ 14,81. Já JBSS3 recuava 2,71% no mesmo horário, a R$ 32,33.
A Minerva (BEEF3) apresentava queda de 0,93%, a R$ 5,32, enquanto a BRF (BRFS3) operava próxima à estabilidade, com leves ganhos de 0,22%, a R$ 18,15.
O desempenho majoritariamente negativo do setor hoje deve-se à confirmação de um primeiro surto da gripe aviária mortal H7N9 em uma granja avícola nos Estados Unidos, o primeiro desde 2017.
O país ainda enfrenta outra cepa de gripe aviária que infectou seres humanos e fez com que os preços dos ovos atingissem níveis recordes.
Além do peso das notícias da gripe aviária sobre as ações da Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), o setor também reage à notícia de que registros de exportação de mais de mil frigoríficos dos Estados Unidos concedidos pela China no âmbito do acordo comercial “Fase 1” de 2020 expiraram no domingo.
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Há cerca de oito anos, a disseminação da gripe aviária do tipo H7N9 devastou rebanhos em todo o mundo, abalando o fornecimento e alimentando o aumento dos preços dos alimentos.
A contaminação de mamíferos pelo vírus, incluindo vacas leiteiras nos EUA, levantou preocupações entre os governos sobre o risco de uma nova pandemia.
O mais recente surto de H7N9 foi detectado em uma fazenda com cerca de 47,6 mil frangos de corte comerciais em Noxubee, Mississippi, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal.
“A influenza aviária altamente patogênica (HPAI) H7N9 da linhagem de aves selvagens da América do Norte foi detectada em um lote comercial de frangos de corte no Mississippi. O despovoamento do local afetado está em andamento”, diz o relatório.
“O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do USDA, em conjunto com as autoridades estaduais de saúde animal e vida selvagem, está conduzindo uma investigação epidemiológica abrangente e uma vigilância reforçada em resposta à detecção”, acrescentou.
O vírus da gripe aviária H7N9 tem uma taxa de mortalidade maior em relação a outras cepas, matando quase 40% dos humanos infectados desde que foi detectado pela primeira vez em 2013, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Atualmente, não há casos confirmados da doença no Brasil.
*Com informações de Reuters e Money Times.
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