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A capitalização visa fortalecer a estrutura de capital e melhorar liquidez, mas diluição acionária preocupa investidores
A Cosan (CSAN3) segue avançando em seu processo de capitalização. A companhia anunciou, nesta quarta-feira (12), a conclusão de sua segunda oferta pública de ações ordinárias, que resultou na emissão de 287,5 milhões de papéis e na captação de R$ 1,43 bilhão.
No entanto, a reação do mercado não foi nada boa. Por volta das 11h40, as ações da Cosan figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa, com perdas de 7%, sendo negociadas a R$ 6,21.
Os recursos líquidos captados com essa operação poderão reforçar a estrutura de capital da Cosan e de suas controladas, incluindo a Raízen (RAIZ4), com o objetivo de aprimorar o perfil de crédito e liquidez da empresa.
Vale lembrar que a empresa enfrenta uma grave crise financeira, marcada por um alto nível de endividamento. Ao final de 2024, as dívidas somavam R$ 23,5 bilhões, enquanto o prejuízo alcançou R$ 9,4 bilhões, diante de uma receita anual de R$ 44 bilhões. Nesse cenário, as emissões de ações surgem como uma estratégia para aliviar a pressão da alavancagem excessiva.
A operação, que teve início em 3 de novembro de 2025, estabeleceu o preço das ações em R$ 5, sendo R$ 1 destinado ao capital social e R$ 4 à reserva de capital.
Com essa emissão, o capital social da Cosan passa a somar R$ 10,28 bilhões, distribuídos em 3,97 bilhões de ações. As novas ações começam a ser negociadas na B3 em 13 de novembro, com liquidação prevista para 14 de novembro.
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Na semana passada, a companhia já havia levantado R$ 9 bilhões com a emissão de 1,81 bilhão de ações em sua primeira oferta pública, em um contexto de alto endividamento.
A oferta foi direcionada a investidores profissionais no Brasil, compradores institucionais qualificados nos Estados Unidos e investidores internacionais elegíveis.
De acordo com a Cosan, a demanda pelo papel foi alta, o que levou a empresa a emitir 100 milhões de ações adicionais para atender ao excesso de procura. A colocação ocorreu sem direito de preferência dos acionistas anteriores, ampliando o free float, ou seja, as ações disponíveis no mercado, mas também diluindo a base acionária existente.
Na segunda-feira (10), a Cosan também confirmou um novo acordo de acionistas entre seus controladores — Aguassanta Investimentos S.A. e Queluz Holding Limited, veículos da família Rubens Ometto Silveira Mello — e os fundos geridos pelo BTG Pactual e pela Perfin.
O acordo, que entrou em vigor com a liquidação da primeira oferta pública de ações, estabelece uma parceria entre as holdings controladoras da Cosan e os fundos Perfin Rally FIP Multiestratégia, BTG Pactual Infraestrutura III FIP Multiestratégia, FIP BPAC3 Multiestratégia e BTG Pactual Co-Investimento Cosan FIP Multiestratégia.
Para viabilizar o investimento conjunto, foi criada a Vertiz Holding S.A., que reunirá as participações da família Ometto e dos fundos. Tanto a Cosan quanto Rubens Ometto figuram como intervenientes anuentes no acordo. Isso significa que eles consentiram ou aceitaram as condições do acordo, mas não são as partes diretamente responsáveis pela sua execução.
*Com informações do Money Times
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