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Apesar das recomendações de cautela, muitos investidores se veem tentados a investir nas ações BBAS3 — e o especialista explica uma forma de capturar o potencial de alta das ações com menos riscos
Apesar das múltiplas recomendações de cautela, muitos investidores se viram tentados a investir nas ações do Banco do Brasil para aproveitar o desconto de BBAS3.
Afinal, após uma queda de mais de 25% desde os últimos resultados, o valuation chama a atenção, agora, a múltiplos de 0,6 vez valor patrimonial e abaixo de 4 vezes os lucros projetados para 2026.
Além disso, a perspectiva de que uma eventual mudança no pêndulo político em 2026 traria uma perspectiva favorável para as ações impulsiona o interesse do mercado por um “trade de eleições”.
No entanto, com tantos riscos no horizonte, a pergunta que permanece é: vale a pena investir no Banco do Brasil, mesmo com todos os ventos contrários?
Para Felipe Miranda, CIO da Empiricus, a resposta é sim, mas com uma dose extra de proteção.
O estrategista-chefe sugere uma estratégia que possibilita capturar o potencial de alta das ações, ao mesmo tempo em que protege o investidor contra os riscos dessa tese.
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A operação recomendada é a seguinte:
“Com isso, queremos combinar o upside atrelado aos papéis da instituição financeira, ao mesmo tempo em que nos protegemos, por meio da put, de um eventual downside”, afirma.
Para os investidores que desejam entrar na ação do Banco do Brasil (BBAS3) sem se expor a riscos excessivos, Felipe Miranda sugere uma estratégia que combina a compra de ações com a proteção de puts.
Na visão do CIO da Empiricus, a melhor maneira de investir com menor risco seria adquirir puts do BB com strike igual ao preço da ação e vencimento para novembro ou dezembro de 2026.
“Mas, como não existem opções líquidas disponíveis com essas características, a melhor forma de montar esse trade é com ajuda de seu assessor”, recomendou.
Para aqueles que preferem montar a operação por conta própria, ele revelou uma alternativa que mais se aproxima dessa estratégia: a compra da put BBASM211, com strike de R$ 20,27, vencimento em 15 de janeiro de 2027 e preço-teto de R$ 1,30.
Com essa abordagem, Miranda explica que o investidor poderá limitar as perdas ao preço da put e, ao mesmo tempo, aproveitar o potencial de valorização de estar comprado nas ações, caso elas se apreciem no longo prazo.
"Como a volatilidade implícita nos prêmios da put não está muito alta, gastamos pouco dinheiro para nos blindar do downside", completou Miranda.
*Com informações da Empiricus.
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