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O banco fez algumas alterações em sua estratégia para empresas da América Latina, abrindo espaço para Chile e Argentina, mas com ações ainda “no banco”
O Chile está posicionado para um forte desempenho em 2026. A Argentina decepcionou um pouco, mas vale uma segunda chance. O stock picking (seleção pontual de ações) no México está dando resultados. Mas a força da América Latina está no Brasil.
Esta é a análise do BTG Pactual em sua estratégia de ações na América Latina. Segundo relatório desta segunda-feira (15), o banco está sobreposicionado (overweight) em Brasil e aumentou sua posição em empresas da Argentina e do Chile.
Para esse movimento, México e Colômbia foram as fontes de “financiamento para as novas ideias e o otimismo renovado em relação ao Chile e à Argentina.”
Os analistas destacam que o Chile — após eleição presidencial que elegeu a oposição direitista — apresenta potencial em diversos fatores macroeconômicos e estruturais a partir do próximo ano.
“A queda nas taxas de juros, juntamente com a estabilização da inflação dentro da meta do banco central, contribui para uma melhora significativa na confiança tanto do consumidor quanto das empresas”, diz o relatório.
Parece uma descrição do Brasil, mas é do Chile mesmo. Os analistas também apontam recentes reformas para simplificar os processos de investimento e expectativa em relação ao aumento da alocação de capital no país vizinho.
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A sobreposição no Brasil tem como gatilho a queda nas taxas de juros, segundo o BTG. “Em nossa visão, à medida que os investidores ganham mais confiança de que o ciclo de afrouxamento monetário está prestes a começar, eles devem continuar aumentando a exposição a ações locais”, diz o relatório.
Os analistas afirmam que estão ajustando o portfólio para se beneficiar dessa queda na Selic. A expectativa é por um primeiro corte em janeiro de 2026 e uma redução total de 3 pontos percentuais ao longo do ano, para 12% em dezembro.
A visão geral para o México não é positiva, mas o stock picking deu resultados, segundo o relatório do banco.
“O México teve um desempenho ligeiramente inferior ao da América Latina, mas o que realmente contribuiu para nossa exposição ao país foi a seleção de ações. Não alteramos os nomes para aumentar a exposição, mas ajustamos as ponderações.”
| Escalação | Posição do BTG | Banco de reservas | Posição do BTG |
|---|---|---|---|
| Itaú | 10% | Galicia | 3,5% |
| Eneva | 7,5% | TBBB | 5% |
| Vesta | 7,5% | Santander Chile | 3% |
| Buenaventura | 4,5% | Latam | 4% |
| Rede D’Or | 7,5% | Antofagasta | 2,5% |
| Cemex | 7,5% | ||
| Raia Drogasil | 7,5% | ||
| Localiza | 7,5% | ||
| Cyrela | 7,5% | ||
| Equatorial | 7,5% | ||
| Nubank | 7,5% |

O BTG afirma que o Itaú é sua principal escolha entre os bancos tradicionais do Brasil. Os analistas esperam uma série de reajustes no modelo de negócios no próximo ano, que deve melhorar a relação custo/receita na área de varejo em cerca de 10 pontos percentuais.
Ao fazer isso, “acreditamos que o Itaú adotará uma abordagem ofensiva para ganhar participação de mercado e superar o crescimento, sustentando o risco de alta em relação às estimativas de consenso e potencialmente levando a uma reavaliação altista”, diz o relatório.
Cemex (7,5%): “Gostamos da Cemex devido ao seu bom momento de crescimento nos lucros, à sua avaliação ainda atrativa e por ser o exemplo perfeito de investimento mexicano em dólar fraco.”
Buenaventura (4,5%): “A Buenaventura está estrategicamente posicionada para capitalizar a atual alta dos preços do ouro e da prata, commodities tradicionalmente percebidas pelos investidores como refúgios seguros e confiáveis em meio ao atual cenário comercial volátil.”
Vesta (7,5%): A Vesta está com um desempenho inferior ao da bolsa mexicana e aos pares. Porém, os analistas consideram os múltiplos atraentes. “Acreditamos que esta é a ação que oferece a melhor assimetria risco-retorno, especialmente considerando a aparente indiferença dos mercados em relação ao risco do USMCA em geral.”
Eneva (7,5%): Em março de 2026, o Brasil realizará seu segundo leilão de reserva de capacidade. As informações sobre a demanda total e o preço máximo não devem ser divulgadas antes do evento, mas os analistas do BTG esperam que essas duas variáveis sejam “bastante favoráveis para novos projetos.”
Rede D'Or (7,5%): “A empresa atingiu um estágio estável e equilibrado, gerando caixa, expandindo organicamente, mantendo-se bem posicionada para acelerar projetos de expansão, pagando dividendos e melhorando de forma constante tanto as margens hospitalares quanto o índice de sinistralidade.” O banco prevê uma nova onda de valorização para as ações.
Localiza (7,5%): “Consideramos a Localiza uma das empresas de alta qualidade mais bem posicionadas em nossa cobertura para se beneficiar de um ambiente de juros mais baixos.” Além disso, os analistas veem gatilho para os três principais segmentos: seminovos, frota e aluguel.
Equatorial (7,5%): “A Equatorial continua sendo uma ótima opção de carrego (...). Com duração superior a dez anos, proteção total contra a inflação e sensibilidade limitada a uma desaceleração econômica, ela se destaca como uma de nossas principais escolhas.”
Nubank (7,5%): “Consideramos o NU uma de nossas principais escolhas e uma das nossas vencedoras de longo prazo na América Latina.” Além do crescimento no Brasil, os analistas destacam o avanço no México e a recente comunicação de entrada nos EUA.
Cyrela (7,5%): “A Cyrela deverá continuar superando seus concorrentes e ganhando participação de mercado, apesar de um cenário macroeconômico mais difícil.” Para o banco, a empresa tem os melhores terrenos e deverá sustentar lançamentos sólidos, com bom desempenho em vendas em 2026.
RD Saúde (7,5%): “A RD é cada vez mais vista como uma empresa com crescimento sólido para investidores estrangeiros e uma opção de investimento de longo prazo preferida no mercado interno. Embora persistam as dúvidas sobre quais desafios são estruturais e quais são temporários, os resultados recentes trouxeram renovada confiança nas estimativas para 2025 e 2026."
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