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MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO

Brava Energia (BRAV3) enxuga diretoria em meio a reestruturação interna e ações têm a maior queda do Ibovespa

Companhia simplifica estrutura, une áreas estratégicas e passa por mudanças no alto escalão enquanto lida com interdição da ANP

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21 de outubro de 2025
12:10 - atualizado às 8:00
Brava Energia (BRAV3)
Brava Energia (BRAV3) - Imagem: Divulgação

A terça-feira (21) foi turbulenta para a Brava Energia (BRAV3). A companhia anunciou uma reestruturação interna que inclui a redução de sua estrutura organizacional — e o mercado reagiu mal. As ações da empresa encerraram o pregão de hoje com a maior queda Ibovespa, perdendo 5,84% do valor, a R$ 14,18.

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De acordo com o fato relevante divulgado nesta manhã, a Brava decidiu fundir a diretoria financeira com as áreas de finanças, relações com investidores, trading e comercialização. Na prática, o movimento elimina uma diretoria e busca “simplificar e otimizar processos”, além de fortalecer a governança e a integração entre as áreas corporativas e de negócios.

As mudanças também vieram acompanhadas de baixas no alto escalão. O diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores, Rodrigo Pizarro, e o diretor de Novos Negócios, Trading e Downstream, Pedro Medeiros, apresentaram pedidos de renúncia aos seus cargos.

Quem vai ficar no lugar?

A empresa não informou quem assumirá as funções, mas reforçou que a reorganização faz parte de um plano mais amplo para tornar a estrutura “mais enxuta e eficiente”.

Enquanto um novo CFO não é anunciado para o cargo, o CEO Décio Oddone assumirá interinamente as funções relacionadas à diretoria financeira e de relações com investidores e de forma definitiva a área de Novos Negócios.

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“O novo CFO será anunciado após a conclusão do processo de contratação, que se encontra em sigilo por força de contrato”, diz o documento.

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Já a área de operações Downstream será integrada ao Onshore e passará a ser liderada por Jorge Boeri.

O contexto da Brava Energia 

No momento, a Brava Energia lida com a determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que interditou temporariamente um conjunto de instalações na Bacia Potiguar para realização de adequações.

O impacto causado pela interdição está estimado em 3.500 barris de óleo equivalente por dia (boe/d) na média do mês de outubro de 2025,o equivalente a 3,8% da produção média total registrada no terceiro trimestre de 2025, segundo projeções da Brava.

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A petrolífera afirma que está direcionando esforços para implementar as adequações solicitadas pela ANP e viabilizar a retomada gradual das operações nos ativos interditados, com expectativa de concluir esses trabalhos ao longo do quarto trimestre de 2025.

*Com informações do Money Times

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