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Para o Citi, o Santander terá um crescimento tímido da carteira de crédito, além de pressão na margem financeira e tendências mistas de despesas. Saiba o que fazer com as ações

O otimismo sobre os resultados do Santander (SANB11) começou a ruir. Na avaliação do Citi, o banco não deve ser capaz de entregar mais uma rodada de indicadores acima da expectativa no segundo trimestre.
Segundo os analistas, o banco deve apresentar um crescimento tímido da carteira de crédito entre abril e junho, já que a instituição decidiu adotar uma postura cautelosa nos últimos trimestres.
Além disso, a expectativa é que a margem financeira de mercado do banco continue sob pressão e que o Santander registre tendências mistas em despesas, apesar da meta de melhora da eficiência.
Não à toa, o Citi decidiu conferir um selo de alerta para as ações do Santander, mantendo recomendação neutra para os papéis, ao menos por enquanto.
“Colocamos o Santander sob “Negative Catalyst Watch”, esperando reação negativa do mercado aos resultados”, escreveram os analistas, em relatório.
Basicamente, esse selo significa que os analistas estão monitorando a possibilidade de um evento próximo gerar uma reação negativa no preço da ação.
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O Citi prevê um lucro líquido de R$ 3,7 bilhões para o Santander, com uma queda de 5% na comparação trimestral, e uma rentabilidade (ROE) de cerca de 15,9%, também abaixo dos 17% no 1Q25).
Apesar dos reajustes negativos nas estimativas, o Citi manteve o preço-alvo para as ações SANB11 em R$ 28 — o que implica uma leve desvalorização potencial de 0,7% em relação ao último fechamento.
As ações do Santander operam em forte queda na bolsa brasileira nesta sexta-feira (18). Por volta das 15h30, as units SANB11 caíam 5,71% na B3, cotadas a R$ 26,59.
O Citi não é único a esperar desaceleração para o Santander (SANB11) no segundo trimestre.
O Safra também prevê uma interrupção no ritmo de crescimento visto nos trimestres anteriores, impactado negativamente pelas flutuações cambiais.
Por outro lado, a margem com cliente deve seguir se beneficiando das margens de depósitos, de acordo com os analistas.
A expectativa é que a margem líquida ajustada de mercado retorne ao campo negativo, em -R$ 505 milhões — o principal fator de pressão para o trimestre.
“Projetamos um custo de risco de 4,9% (+22 pontos-base em relação ao trimestre anterior), ligeiramente impactado por NPLs mais altos, conforme sugerido pela recuperação precoce da inadimplência no primeiro trimestre”, completa o relatório.
Já a Genial projeta que o Santander reporte um lucro líquido recorrente de R$ 3,82 bilhões, praticamente estável na comparação trimestral – uma leve queda de 0,9% frente ao 1T25, com alta anual de 14,8%.
Nas projeções dos analistas, a rentabilidade do Santander também deve ser pressionada no próximo balanço.
Para a Genial, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve chegar a 16,8% no segundo trimestre, um recuo 0,25 ponto percentual na comparação com o primeiro trimestre, mas avanço de 1,56 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.
Segundo os analistas, a rentabilidade deve ser pressionada por dois fatores principais:
*Com informações do Money Times.
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