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FEITO INÉDITO

A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”

Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão

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21 de novembro de 2025
18:03 - atualizado às 17:09
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Canetas emagrecedoras - Imagem: Canva/Montagem - Maria Eduarda Nogueira

Uma nova gigante entrou para o clube das empresas que valem US$ 1 trilhão: a Eli Lilly, que atingiu essa marca pela primeira vez nesta sexta-feira (21). A farmacêutica é responsável por alguns dos medicamentos mais populares do boom do emagrecimento, entre eles o Mounjaro — apelidado por muitos usuários como um “Ozempic turbinado” pelos efeitos bem potentes na perda de peso.

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A companhia é a primeira no setor de saúde a conquistar um lugar à mesa das trilionárias, dominada pelas big techs. A Eli Lilly é a segunda não tecnológica a alcançar a cobiçada marca, depois da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett.

As ações, negociadas na bolsa de Nova York (Nyse), sobem quase 2% nesta tarde, negociadas a US$ 1.061,69.

Vendendo canetas de emagrecimento, ações da Eli Lilly engordam

As ações da farmacêutica subiram mais de 36% este ano, com os investidores aplaudindo os ganhos que ela obteve em relação à sua principal concorrente, a Novo Nordisk — companhia por trás do Ozempic — no setor de medicamentos GLP-1.

Os medicamentos GLP-1 são uma classe de remédios usados originalmente para tratar diabetes tipo 2, mas que ganharam enorme popularidade por induzirem forte perda de peso em muitos pacientes. 

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Eles imitam um hormônio produzido pelo intestino que ajuda a controlar o apetite, reduzir a fome e regular os níveis de açúcar no sangue. É essa combinação — saciedade maior e menor ingestão de calorias — que transformou os remédios GLP-1 em um fenômeno global e em um dos segmentos mais lucrativos da indústria farmacêutica.

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As ações da empresa, sediada em Indianápolis, vêm surfando a explosão de demanda por seus medicamentos mais populares: o Zepbound  e o Mounjaro.

Os dois medicamentos vêm puxando uma expansão impressionante nas vendas da Eli Lilly. No mês passado, a companhia reportou que o Mounjaro faturou US$ 6,52 bilhões no terceiro trimestre — um salto de 109% em relação ao ano anterior.

Já o Zepbound, voltado para a perda de peso, somou US$ 3,59 bilhões no mesmo período, avançando 184% na comparação anual.

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A demanda por esses tratamentos só tende a aumentar à medida que as aprovações para seu uso e a cobertura pelos planos de saúde se expandirem. Além disso, a Eli Lilly espera que uma versão oral de seus medicamentos populares chegue ao mercado no próximo ano, o que poderá oferecer aos pacientes uma opção mais conveniente do que uma injeção, e mais fácil de ser produzida pela empresa.

A Eli Lilly provavelmente continuará sendo uma empresa dominante no mercado de medicamentos para perda de peso, que alguns analistas acreditam que poderá valer mais de US$ 150 bilhões no início da década de 2030.

Com informações da CNBC Internacional

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