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O CUSTO DA NOVA ORDEM MUNDIAL

Xi Jinping na Rússia: o presidente da China está disposto a pagar o preço pela lealdade de Putin?

O líder chinês iniciou nesta quinta-feira (16) uma visita de Estado de dois dias à Rússia e muito mais do que uma parceria comercial está em jogo, mas o momento para Pequim é delicado

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aperta as mãos do presidente da China, Xi Jinping
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da China, Xi Jinping - Imagem: Shutterstock/Envato/Brenda Silva

Há pouco mais de um ano, o presidente da China, Xi Jinping, fechava a porta do Kremlin e, ao se despedir de Vladimir Putin, disse ao colega russo: “vamos promover [uma nova ordem mundial] juntos”. Nesta quinta-feira (16), os dois líderes se reuniram mais uma vez com a promessa de trabalharem por um mundo multipolar. 

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Putin descreveu os povos russo e chinês como “irmãos para sempre” em um discurso antes de um concerto em Pequim que marcou 75 anos de relações diplomáticas entre os países.

O chefe do Kremlin disse que as relações Rússia-China estavam no “nível mais alto da história”, com o “caráter de parceria genuína e abrangente e interação estratégica”. 

A rasgação de seda não é à toa. A Rússia se tornou uma parceira importante na pressão da China contra o poderio norte-americano — os laços econômicos têm se tornado mais fortes e há sinais de aprofundamento dos laços militares em meio à guerra na Ucrânia. 

Xi deve passar dois dias na Rússia em uma visita de Estado. Hoje, os dois líderes e as suas delegações mantiveram cerca de 45 minutos de conversas. 

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Em uma coletiva logo depois, Putin disse que as discussões foram “calorosas e camaradas” e mostraram a importância da relação entre Pequim e Moscou. 

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Xi está disposto a pagar o preço de Putin?

Talvez não seja surpreendente que Putin tenha escolhido a China como a sua primeira viagem ao exterior desde que tomou posse em um quinto mandato presidencial — Pequim emergiu como uma aliada vital de Moscou, recusando-se a condenar a invasão da Ucrânia e mantendo negócios com uma Rússia fortemente sancionada, para ira dos EUA e da União Europeia (UE). 

No entanto, parece que Putin quer mais. Mas estará a China disposta a pagar o preço? Embora o presidente russo se gabe da amizade com Pequim, Xi pode ter motivos para se preocupar.

Os EUA acabam de anunciar uma série de novas sanções contra bancos e empresas sediados em Pequim e em Hong Kong que trabalham com Moscou, supostamente ajudando a contornar as sanções em vigor. 

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Embora a China não venda armas à Rússia, Washington e Bruxelas acreditam que exporte tecnologia e componentes essenciais para a guerra. 

O que REALMENTE está acontecendo com CHINA: CATÁSTROFE é real?

Durante uma recente viagem a Pequim, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que a China estava “ajudando a alimentar a maior ameaça” à segurança europeia desde a Guerra Fria.

Para os EUA, traçou-se uma linha vermelha — mas a China insiste que sua posição em relação à Ucrânia é neutra e que as exportações, que têm fins comerciais fora da guerra, não violam as regras.

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No entanto, as acusações seguiram Xi na sua viagem a França na semana passada, desviando a atenção do que deveria ser uma ofensiva diplomática chinesa. 

O problema é que os falcões da China estão falando mais alto, instando Xi a exercer mais pressão sobre Putin, enquanto a UE pondera as suas próprias tarifas.

E o fato é que a economia chinesa em desaceleração pode não suportar mais pressão dos parceiros comerciais — para muitos especialistas, a fraca demanda interna significa que Pequim precisa desses mercados no exterior.

*Com informações da BBC e da The Economist

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