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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

ENCRUZILHADA

Putin vai fazer o quê? Europa dá empurrão bilionário na máquina de guerra da Ucrânia contra a Rússia

Kiev estava em uma encruzilhada financeira depois que a Casa Branca informou que não havia mais autorização para enviar recursos para a guerra contra os russos

Carolina Gama
1 de fevereiro de 2024
15:17 - atualizado às 14:01
Rússia, Ucrânia e EUA
Imagem: Shutterstock

Há quase uma semana, a Ucrânia se viu em uma encruzilhada: precisa de mais ajuda financeira, mas os EUA — seu principal apoiador após a invasão da Rússia estão prestes a fechar a torneira de recursos para essa guerra. De onde viriam os bilhões de dólares para manter os ucranianos de pé no front de batalha?

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A resposta veio nesta quinta-feira (1), depois que os líderes da União Europeia (UE) concordaram com um pacote de ajuda de 50 bilhões de euros (US$ 54 bilhões ou R$ 267,5 bilhões) para a Ucrânia. 

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. 

“Nós temos um acordo. Todos os 27 líderes chegaram a acordo sobre um pacote de apoio adicional de 50 bilhões de euros para a Ucrânia no âmbito do orçamento da UE. Isto garante um financiamento constante, de longo prazo e previsível para a Ucrânia. A UE está assumindo a liderança e a responsabilidade no apoio à Ucrânia; sabemos o que está em jogo”, disse Michel em sua conta no X. 

Os líderes da UE vinham travando uma batalha para chegar a um consenso sobre o pacote de apoio à Ucrânia. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, já havia vetado o acordo de ajuda em dezembro. 

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A ajuda europeia não podia sair em um momento melhor para a Ucrânia. O maior financiador individual de Kiev nessa guerra pode fechar a torneira de recursos em breve. 

Isso porque Donald Trump — que nem conseguiu ainda a indicação republicana para concorrer às eleições presidenciais de 5 de novembro nos EUA — está colocando um dos conflitos mais importantes da atualidade em xeque.

Na semana passada, a Casa Branca informou que o fornecimento de dinheiro dos EUA à Ucrânia acabou, o que poderia deixar Kiev mal equipada para repelir a invasão russa.

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As negociações para garantir recursos aos ucranianos precisaram voltar ao Congresso norte-americano — e é aí que Trump entra em cena. 

O ex-presidente já pressionou abertamente os republicanos no Senado a não comprometerem a legislação sobre segurança nas fronteiras por conta da ajuda para a Ucrânia. 

A preocupação de Trump é que a liberação de mais recursos financeiros para Kiev lutar contra a Rússia favoreça o presidente dos EUA, Joe Biden, na tentativa de reeleição em novembro. 

PODCAST TOUROS E URSOS - O ano das guerras, Trump rumo à Casa Branca e China mais fraca: o impacto nos mercados

Nas trincheiras contra a Rússia

Ao mesmo tempo que enfrenta as questões ligadas ao financiamento da guerra, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também lida com problemas nas trincheiras. 

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O chefe do exército ucraniano, Valeriy Zaluzhnyi, está prestes a ser demitido do cargo em uma queda de braço com Zelensky. 

Zaluzhnyi é bastante popular entre os ucranianos, mas é bem problemático para o presidente ucraniano. Ambos vivem em meio a uma rixa desde que o militar deu uma entrevista em novembro passado na qual descreveu a guerra contra a Rússia como um “impasse”. 

Zaluzhnyi teria recusado um pedido de Zelensky para renunciar no início desta semana e permanece no cargo por enquanto. Mas uma fonte ouvida pela CNN informou que um decreto presidencial demitindo oficialmente o comandante militar é esperado até o final da semana.

A medida seria uma das maiores mudanças militares na Ucrânia desde o início da guerra e pode ser controversa se for entendida como o resultado de uma questão pessoal. 

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Analistas de defesa, no entanto, afirmam que é prática comum a substituição de comandantes militares em tempos de guerra, se uma nova estratégia e visão forem consideradas necessárias.

*Com informações da CNBC, da Reuters e da CNN Internacional

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