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Para acabar com qualquer ameaça que o impeça de voltar a ser presidente dos EUA, Trump joga duro contra a possível substituta de Biden na eleição de novembro; veja o que ele e aliados estão falando dessa vez

Dizem que prevenir é melhor do que remediar e é isso que Donald Trump começou a fazer. De olho na possível troca de candidatos do Partido Democrata para a eleição de 5 de novembro, o republicano resolveu usar artilharia pesada contra Kamala Harris — a vice-presidente dos EUA é vista como a possível substituta de Joe Biden na corrida à Casa Branca.
A campanha de Trump e alguns aliados lançaram um ataque político preventivo contra Harris, agindo rapidamente para tentar desacreditá-la.
Nas redes sociais e em uma enxurrada de declarações nas últimas 48 horas, a campanha de Trump e aliados republicanos começam a preparar as bases para um ataque total a Harris, caso Biden, de 81 anos, decida pôr fim à tentativa de reeleição após o fraco desempenho no debate na semana passada.
Vale lembrar que Biden tem insistido que não desistirá da disputa que acontece daqui quatro meses, e Harris já manifestou todo apoio à reeleição do atual presidente dos EUA.
Os ataques de Trump a Harris refletem pesquisas recentes. Em um levantamento Reuters/Ipsos publicado na terça-feira (2), a vice-presidente dos EUA estava um ponto percentual atrás de Trump, com 42% a 43%, uma diferença dentro da margem de erro de 3,5 pontos percentuais da pesquisa, um resultado estatisticamente tão forte quanto o de Biden.
Além disso, como a primeira vice-presidente preta na história dos EUA, Harris fornece uma ponte para o bloco eleitoral mais confiável do partido. Sua formação e relativa juventude (59 anos) também representam um nítido contraste com Trump, de 78 anos.
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Até o momento, a campanha de Biden resistiu às crescentes críticas republicanas a Harris sem abordar a questão de saber se a vice-presidente está à espera nos bastidores.
“A vice-presidente Harris tem orgulho de ser companheira de chapa do presidente Biden”, disse Rhyan Lake, porta-voz da campanha de Harris.
“Não importa quais ataques falsos Trump e seus aliados extremistas façam, ela continuará a defender o histórico Biden-Harris”, acrescentou.
O ataque republicano contra Harris não é novidade, mas escalaram acentuadamente na última semana e, aparentemente, de maneira coordenada — acompanhando notícias de que ela pode substituir Biden como candidato presidencial democrata.
A MAGA Inc, um veículo de arrecadação de fundos que apoia Trump, divulgou um comunicado chamando Harris de “czar da invasão” — em março de 2021, Biden disse que Harris lideraria os esforços com o México e os países da América Central para lidar com a imigração ilegal.
Os republicanos se aproveitaram disso para acusá-la de não conseguir conter o fluxo de milhões de imigrantes que atravessam ilegalmente para os EUA, embora Harris nunca tenha sido diretamente responsável pela segurança da fronteira sul.
"Kamala Harris é incompetente. Ela provou ser a pior e mais fraca vice-presidente da história e apoiou 100% Joe Biden em todas as políticas desastrosas que ele implementou nos últimos quatro anos", disse Karoline Leavitt, porta-voz do a campanha de Trump.
Trump também se manifestou, menosprezando Harris em um vídeo gravado em um de seus campos de golfe, publicado pelo The Daily Beast na quarta-feira (3), dizendo que a vice-presidente dos EUA era " má” e “tão patética" antes de usar um palavrão para descrevê-la.
Esse tipo de ataque, no entanto, já foi explorado antes por Trump para minar rivais dentro do próprio partido.
Trump usou a mesma abordagem para minar com sucesso a campanha de Ron DeSantis, seu principal rival pela nomeação republicana. O governador da Flórida acabou pulando fora da corrida primária do partido.
*Com informações da Reuters
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