O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Um total de 331 legisladores de esquerda e de extrema direita apoiaram uma moção de desconfiança na câmara baixa do país, que tira Michel Barnier do cargo de primeiro-ministro; mas será que ele sai mesmo? A história não é tão simples assim
O fabuloso destino de Amélie Poulain é um filme que renova o mito de que Paris é uma cidade de tamanha beleza e encantos que muda para sempre quem a visita ou resolve passar uma temporada por lá. A partir desta quarta-feira (4), quem não será mais a mesma é a própria capital da França — mas o motivo nada tem a ver com elegância ou exuberância: a segunda maior economia da zona do euro mergulha em um período de profunda incerteza política.
O cinema, a literatura e a ficção — frequentemente a partir de um olhar estrangeiro — ajudaram a construir uma imagem de que Paris é a cidade mais sofisticada e avançada do mundo. Mas a política nos lembra a todo o tempo que a história não é bem essa. E hoje não foi diferente.
A aliança nada comum da esquerda com a extrema direita resultou no apoio a uma moção de desconfiança na câmara baixa da França — 331 legisladores superaram em muito os 288 votos necessários — que derrubou o governo depois que o primeiro-ministro Michel Barnier usou poderes constitucionais especiais para forçar um projeto de lei de orçamento da previdência social no Parlamento sem uma votação.
Perder o voto de confiança significa que Barnier será forçado a apresentar sua renúncia ao presidente francês, Emmanuel Macron, apenas três meses após ter sido empossado como primeiro-ministro — a administração de Barnier será a mais curta da Quinta República da França, que começou em 1958.
A queda do primeiro-ministro ocorre após várias semanas de negociações com partidos de oposição para tentar chegar a um acordo sobre apenas uma parte do orçamento mais amplo de 2025, que incluía 60 bilhões de euros em cortes de gastos e aumentos de impostos vistos como necessários para domar o déficit fiscal da França, que deve ficar em 6,1% em 2024.
O problema é que o governo minoritário de Barnier não conseguiu conquistar oponentes de nenhum dos lados do espectro político.
Leia Também
Ele enfrentou a perspectiva de barganhas sobre o orçamento mais amplo que tinha que ser aprovado até 21 de dezembro e estava vulnerável aos caprichos da extrema direita, que havia concordado em apoiar o governo até que os desentendimentos sobre gastos chegaram ao auge no início desta semana.
Durante um debate antes da votação, Barnier chegou a dizer aos legisladores que "não tinha medo" de ser derrubado, mas pediu aos partidos que trabalhassem juntos e "fossem além do interesse geral" para superar as divisões.
Essa seria mais uma queda de governo se não estivéssemos falando da segunda maior economia da zona do euro — só que o problema não é apenas esse.
A moção de desconfiança implica no pedido de renúncia do primeiro-ministro, mas Macron provavelmente deve pedir que Barnier continue no cargo enquanto procura um substituto — novas eleições parlamentares não podem ocorrer antes de junho-julho, 12 meses após a última votação.
Fato é que o destino de Barnier é um forte aviso para o próximo primeiro-ministro diante dos perigos e armadilhas que enfrentará ao tentar chegar a um consenso sobre o orçamento e outras decisões políticas importantes, dadas as profundas divisões na França expostas desde a decisão mal avaliada de Macron de convocar eleições antecipadas no início deste ano.
Soma-se a isso o fato de que o próprio Macron deve enfrentar demandas da esquerda e da direita para que renuncie, abrindo caminho para que uma nova eleição presidencial seja realizada muito antes da prevista para 2027 — embora improvável, a renúncia de Macron desencadearia eleições presidenciais em 35 dias.
Quanto ao orçamento, a queda de Barnier e do governo significa que todas as propostas apresentadas caem também.
A saída mais provável é que um orçamento de emergência seja aprovado dentro do mês, efetivamente transferindo a legislação tributária de 2024 até que um orçamento de 2025 seja acordado.
A partir daí começa uma corrida contra o tempo: o orçamento de 2025 na França não pode ser aprovado por um governo interino, colocando pressão sobre Macron para a escolha de um novo primeiro-ministro rapidamente.
*Com informações da Reuters e da CNBC
A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente lembrem do que foi perguntado
A estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar a Antártica.
Gigante da tecnologia pretendia captar até US$ 42 bilhões, mas interesse massivo pode colocar operação entre as maiores já registradas no mercado de bonds dos EUA
Fifa pode tomar qualquer medida que considerar necessária caso uma nação desista ou seja excluída da Copa do Mundo
BofA analisa o impacto do conflito no Oriente Médio e aponta quais empresas brasileiras oferecem o melhor colchão contra a aceleração da inflação e a alta dos juros
Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki. Publicada originalmente entre 2004 e 2011, a […]
Assembleia alcança consenso unânime sobre o novo líder supremo do Irã, sob o critério de ser ‘odiado pelo inimigo’
Presidente dos Estados Unidos fez novas ameaças ao Irã em seu perfil no Truth Social neste sábado (7)
Walter Maciel diz que os Estados Unidos têm algo que o Brasil não tem: uma política de Estado que olha para gerações
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário