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A empresa poderá adquirir até 30 milhões de ações ordinárias, soma que corresponde a 10% do total em circulação no pregão de ontem
Recompras de ações são relativamente comuns no mercado. Mas o programa anunciado pela Rede D'Or (RDOR3) nesta terça-feira (11) chama atenção pelo tamanho: a companhia vai recomprar até R$ 1 bilhão em papéis de sua própria emissão.
Segundo comunicado enviado ao mercado hoje, a empresa poderá adquirir até 30 milhões de ações ordinárias, soma que corresponde a 10% do total em circulação no pregão de ontem.
O número final dependerá, entre outros fatores, da quantidade de papéis já mantidos na tesouraria e também do saldo de reservas disponíveis.
O programa terá duração de 12 meses contados a partir da próxima quarta-feira (12) e encerrados em 11 de junho de 2025. E será bancado pelas reservas de lucro e de capital disponíveis — mas não entrarão na conta as reservas legal, de lucros a realizar, especial de dividendo não distribuído e de incentivos fiscais.
Vale destacar que existem diversos motivos que levam uma empresa a aprovar um programa de recompras. Entre eles, estão:
Segundo a Rede D'Or, esse terceiro fator está por trás de sua decisão de iniciar a recompra bilionária anunciada hoje. De acordo com a operadora de saúde, o objetivo de fato é "maximizar a geração de valor aos acionistas".
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Isso pode ser feito de duas formas, mantendo as ações na tesouraria ou cancelando os papéis posteriormente.
No primeiro caso, se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista lucrará apenas após sua venda. O ganho de capital fará parte do lucro das empresas, o que também influencia na distribuição de proventos.
Já se os papéis foram cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior das empresas, o que pode engordar sua contas de dividendos.
A Rede D'Or não especificou qual destino terão as ações recompradas, mas esclareceu que será um dois cenários listados acima: a manutenção em tesouraria ou o cancelamento.
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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