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Juntas, Petz e Cobasi formarão rede de 483 lojas e faturamento de aproximadamente R$ 6,9 bilhões. Cada rede terá 50% do negócio combinado
Após uma longa negociação, a Petz (PETZ3) e a Cobasi selaram um acordo para a união dos negócios entre as redes de pet shop. Cada uma terá 50% de participação na empresa combinada.
A "fusão animal" formará uma rede de 483 lojas, com faturamento de aproximadamente R$ 6,9 bilhões e um Ebitda (indicador que o mercado usa para medir a capacidade de geração de caixa) ajustado de R$ 464 milhões.
O negócio traz uma avaliação generosa para os acionistas da Petz, já que a relação de troca entre as companhias considera o preço por ação de R$ 7,10. Ou seja, com um prêmio de 103% em relação ao fechamento dos papéis na B3 ontem (R$ 3,50).
Os acionistas da Petz receberão ainda R$ 450 milhões, de acordo com os termos do negócio. Na B3, o mercado já corre para ajustar o preço das ações. Logo após a abertura do pregão, as ações PETZ3 disparavam 40,29%, a R$ 4,91*.
Junto com a fusão, os controladores da Cobasi e Sergio Zimerman, principal acionista da Petz, vão assinar um acordo de acionistas da empresa combinada.
Após a conclusão do negócio, Zimerman vai assumir a presidência do conselho de administração da rede. O novo CEO será Paulo Nassar, da Cobasi.
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As conversas entre a Petz e a Cobasi se estendem pelo menos desde o ano passado, e no mercado já havia quem não acreditasse mais no negócio.
A Petz abriu o capital na B3 em setembro de 2020 com planos de consolidar o mercado de redes de pet shop. Mas encontrou na própria Cobasi, que contou com aporte de capital de fundos de private equity, um concorrente à altura.
A competição, aliás, acabou prejudicando ambas as companhias. O reflexo mais claro foi na Petz, cujas ações acumulam uma queda de mais de 75% desde o IPO.
Enquanto as conversas com a Cobasi se arrastavam, surgiram rumores de que a Petz estava em negociação com outras redes, como a Petlove.
Mas o memorando de entendimentos que as companhias firmaram hoje estabelece agora exclusividade nas negociações até visando a conclusão do negócio. Por fim, vale lembrar que a operação também depende da aprovação do Cade, o órgão de defesa da concorrência.
*Matéria atualizada para incluir as cotações das ações
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