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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

FUTURO

Petrobras (PETR4) vai iniciar operação de maior planta de gás natural do país no RJ e revela planos para construção de termelétricas e refinarias no complexo fluminense

A UPGN está localizada em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em um polo industrial que será batizado de Complexo de Energias Boaventura

Larissa Vitória
Larissa Vitória
11 de setembro de 2024
18:01 - atualizado às 22:34
Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras (PETR4)
Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras. - Imagem: Agência Petrobras

A Petrobras (PETR4) vai passar a operar em breve a maior unidade de processamento de gás natural do Brasil. Segundo comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (11), a estatal iniciou os procedimentos para entrada em operação da planta, conhecida pela sigla UPGN.

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A operação industrial da unidade foi autorizada nesta semana pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A UPGN está localizada em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em um polo industrial que será batizado de Complexo de Energias Boaventura. A planta receberá gás retirado do pré-sal da Bacia de Santos.

O transporte entre as plataformas e a unidade será feito por meio do gasoduto Rota 3, que também entrará em funcionamento nos próximos dias.

Projeto é estratégico para a rentabilidade Petrobras (PETR4)

"O Projeto Integrado Rota (PIR3), do qual faz parte a UPGN, é estratégico para a Petrobras, pois possibilitará o aumento da oferta de gás natural ao mercado brasileiro, com rentabilidade para a companhia", diz o comunicado.

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A previsão é que o PIR3 possibilite o escoamento de até 18 milhões de metros cúbicos (m³) por dia e o processamento de outros 21 milhões de m³ de gás. Com isso, a estatal deve ampliar a oferta para o mercado nacional, "reduzindo a dependência de importações".

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Por enquanto, a UPGN ainda passa pelas etapas finais de preparo, que incluem a calibração de processos e equipamentos. Mas a previsão para o início das operações se aproxima, na primeira quinzena de outubro.

Vale destacar que, além do gasoduto já implantado e da UPGN, a Petrobras também trabalha em outros projetos para o Complexo de Energias Boaventura, incluindo duas termelétricas a gás para participação nos leilões previstos pelo setor elétrico.

Além disso, a petroleira prevê construir outras unidades de refino. Quando concluídas as obras, o Complexo produzirá óleos lubrificantes, diesel e querosene da aviação e irá operar "em sinergia" com a Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

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