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VOLTOU ATRÁS

Petrobras (PETR4) rescinde contrato para venda de campos após Brava (BRAV3) descumprir condição do negócio

Petrobras havia fechado a cessão dos campos em águas profundas no pós-sal da Bacia de Santos no fim do ano passado

Navio-plataforma da Petrobras (PETR4)
Navio-plataforma da Petrobras (PETR4) - Imagem: Agência Petrobras

Aquela que deveria ser uma das últimas vendas de ativos herdadas da gestão anterior da Petrobras (PETR4) acabou cancelada. A estatal informou a rescisão do contrato de venda da participação nos campos de Uruguá e Tambaú para a Brava Energia (BRAV3).

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A Petrobras fechou a cessão dos campos que ficam em águas profundas no pós-sal da Bacia de Santos no fim do ano passado. Na ocasião, a antiga Enauta — que uniu as operações com a 3R Petroleum, formando a Brava Energia — concordou em pagar até US$ 35 milhões (R$ 213 milhões, no câmbio atual) pelos ativos.

O negócio dependia de uma série de condições para ir adiante. Um deles era a aquisição pela Enauta da FPSO Cidade de Santos. No início de julho, contudo, a Enauta decidiu cancelar o negócio com a empresa Modec, dona e operadora do navio-plataforma.

Petrobras (PETR4) e o futuro dos campos

Agora, a Petrobras anunciou a decisão de rescindir o contrato com a Brava. Dessa forma, a estatal segue com 100% de participação nos campos de Uruguá e Tambaú.

A Enauta chegou a pagar US$ 3 milhões no dia do anúncio da transação. Com a rescisão do contrato, a Petrobras disse que vai reter esse valor pago a título de depósito.

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Sobre o futuro dos ativos, a Petrobras informou que "avaliará as alternativas cabíveis". Mas diante da estratégia da atual gestão de paralisar todos os processos de venda de ativos, o mais provável é que os campos permaneçam com a estatal.

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Dividendos na conta

Aliás, por falar em dinheiro na conta, os acionistas da Petrobras recebem hoje (23) os dividendos extraordinários que o conselho de administração liberou em novembro.

Assim, os acionistas receberão o valor de R$ 1,55174293 por ação ordinária e preferencial.

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