Petrobras (PETR4): após rombo de R$ 23 bilhões com contratos superfaturados e três anos depois fim da Lava Jato, estatal assina acordo com o governo para prevenção e combate à corrupção
A iniciativa partiu da companhia, que procurou a União a fim de gerar informações estratégicas para prevenir, detectar e combater irregularidades

Três anos após o fim da Operação Lava Jato, a Petrobras (PETR4) e o governo assinaram nesta segunda-feira (29) um acordo para prevenir e combater a corrupção.
Os termos da parceria foram firmados entre o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques, e a presidente da estatal, Magda Chambriard e partiram da própria estatal.
A Petrobras procurou o governo a fim de gerar informações estratégicas para prevenir, detectar e combater irregularidades.
Vale relembrar que a companhia esteve no foco das investigações sobre o esquema de corrupção alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em 2014 e encerrada em 2021.
Segundo a CGU, a parceria é uma oportunidade para reforçar os mecanismos de controle e gestão de risco das estatais.
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O custo da corrupção para a Petrobras (PETR4)
O acordo estabelece que a petrolífera envie informações e dados sistematicamente à CGU que, em troca, fornecerá tecnologias e análises técnicas.
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A ideia é que se incentive a transparência e o controle social da empresa, além de fortalecer sua gestão e preservar o patrimônio público.
Ao todo, os contratos superfaturados geraram um rombo estimado em R$ 18,6 bilhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
A Petrobras sofreu perdas de R$ 23,8 bilhões, com atualização inflacionária, devido ao cartel de empreiteiras investigado pela Lava Jato.
Estatal publica balanço na semana que vem
Além das iniciativas de combate à corrupção, outro destaque no notíciario sobre a estatal é a publicação do balanço financeiro do segundo trimestre de 2024, marcada para a próxima semana.
Os dados operacionais já estão disponíveis e mostram que a petroleira produziu 2,699 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período — alta de 2,4% em termos anuais, mas uma queda de 2,8% na comparação trimestral.
Já o volume total de vendas de derivados da Petrobras no mercado interno caiu 1,3% no segundo trimestre de 2024 ante o segundo trimestre de 2023, para 1,70 milhões de bpd. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, houve alta de 3,2%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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