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Nova proposta prevê pagamento de pequenos investidores de debêntures da companhia; reunião para aprovação está prevista para final de abril
Quase um mês depois de apresentar o novo plano de recuperação judicial, a Light (LIGT3) deu mais um passo no longo processo de reestruturação das dívidas.
Na última sexta-feira (8), a empresa informou que o Juízo da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro determinou a realização da Assembleia Geral de Credores em 25 de abril de 2024, em primeira convocação.
Caso não haja quórum, a segunda convocação já está prevista para 3 de maio de 2024.
O pedido da Light se baseou numa manifestação do The Bank of New York Mellon (BNY Mellon), administrador de notas emitidas pela Light Sesa e pela Light Energia.
A instituição havia pedido uma extensão do prazo para que cada titular de notas possa realizar o desmembramento de seu crédito, de forma individualizada.
Segundo a apuração do Broadcast, a Light tinha solicitado à Justiça do Rio de Janeiro a realização das primeiras reuniões da assembleia com os credores nos dias 19 e 26 de abril. Inicialmente, a data prevista era de 21 de março.
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O novo plano de recuperação judicial da Light foi apresentado em 23 de fevereiro, com a previsão de pagamento integral, em até 90 dias, de créditos no valor de até R$ 30 mil reais.
Com isso, serão contemplados cerca de 28 mil credores, ou 60% dos detentores de dívidas da empresa de energia.
Vale lembrar que debêntures da Light chegaram a ser razoavelmente populares entre investidores pessoas físicas, que compraram esses papéis por meio de plataformas de investimento.
A nova proposta prevê ainda o aporte de novos recursos na empresa, no valor de até R$ 1,5 bilhão, sendo que os acionistas de referência (Nelson Tanure, Beto Sicupira e Ronaldo Cezar Coelho) têm a intenção de garantir a injeção de R$ 1 bilhão.
O preço de conversão dessa capitalização tomará como base a média de 60 dias das cotações anteriores à apresentação do plano, com warrant de duas ações para cada papel.
A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%
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