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Banco de fomento, que atualmente é dono de 20,81% das ações da JBS, teria a intenção de colocar a oferta ainda este ano, segundo site
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negou nesta segunda-feira (23) que haja qualquer iniciativa para a venda da participação na gigante de alimentos JBS (JBSS3).
O banco de fomento frisou ainda, em nota à reportagem do Broadcast, que desautoriza "quaisquer instituições financeiras mandatadas a falarem em seu nome".
A nota foi uma resposta à informação veiculada pelo portal NeoFeed de que o BNDES estaria se preparando para vender entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em ações da JBS ainda este ano, em oferta que seria gerenciada pelos bancos Citi e Santander.
"O BNDES desconhece qualquer iniciativa relacionada a vendas de suas participações na JBS por meio de oferta pública e desautoriza quaisquer supostas instituições financeiras mandatadas a falarem em seu nome", comunicou o banco de fomento, em nota assinada pela assessoria de imprensa.
O pronunciamento do BNDES negando a venda de sua fatia, no entanto, não foi suficiente para conter a queda das ações da gigante de alimentos nesta segunda-feira.
Por volta das 16h48, os papéis JBSS3 da JBS caíam 1,73%, negociados a R$ 31,76. As ações fecharam em queda de 1,64%, a R$ 31,81.
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Entre os anos de 2003 e 2017, o Grupo J&F — que inclui as empresas JBS e Eldorado Celulose, entre outras — recebeu aportes do BNDES no valor total de R$ 17,6 bilhões, equivalente a R$ 31,2 bilhões em valores de hoje, segundo o site do banco de fomento.
Desse total, foram R$ 9,5 bilhões em empréstimos e R$ 8,1 bilhões de investimento em ações da JBS e da Bertin, que posteriormente passaram a fazer parte do grupo.
Desde 2021, o BNDES vem reduzindo a participação acionária na companhia, que atualmente é de 20,81%. Em 2020, a fatia era de 22,17%, segundo documentos do banco.
De acordo com a reportagem do NeoFeed, o objetivo do BNDES seria fazer a oferta ainda neste ano, aproveitando que as ações da JBS estão em alta.
Vale lembrar que, apesar da queda de hoje, os papéis da gigante de alimentos se valorizaram quase 30% neste ano. Nos últimos 12 meses, as ações acumulam alta de quase 79%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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