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Grupo Dia anunciou na quinta-feira que havia pedido proteção contra seus credores para se recuperar de ‘persistentes resultados negativos’
A Justiça acatou o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Dia.
A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo autorizou a medida na sexta-feira, um dia depois de a rede de supermercados ter requisitado proteção contra seus credores.
A Expertisemais Serviços Contábeis e Administrativos foi nomeada como administradora judicial. A empresa já aceitou a nomeação.
Esgotado esse prazo, haverá mais 30 dias para o levantamento de potenciais objeções.
Além disso, o prazo para habilitações ou divergências aos créditos relacionados pelo Grupo Dia é de 15 dias, a contar da publicação do edital da recuperação judicial.
Na última quinta-feira, o Grupo Dia pediu proteção contra seus credores devido aos “persistentes resultados negativos” de suas operações em território brasileiro.
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Por meio de comunicado, o Grupo Dia informou que o objetivo do pedido é uma tentativa de “recuperar sua atual situação econômica e financeira” no Brasil.
Nos últimos anos, a rede internacional de supermercados tem reportado sucessivos prejuízos.
Em agosto de 2023, o grupo de origem espanhola vendeu sua operação em Portugal, onde mantinha mais de 500 lojas.
Na semana passada, o Dia anunciou o fechamento de 343 lojas e de três centros de distribuição no Brasil.
A atuação do Dia no País está agora restrita à cidade de São Paulo, onde a rede mantém 244 lojas em operação.
Ainda de acordo com a empresa, suas operações na Espanha e na Argentina não estão contempladas no pedido de recuperação judicial.
As recuperações judiciais de empresas do varejo brasileiro seguem respingando nos fundos imobiliários listados na B3.
No ano passado, Americanas (AMER3) foi a grande vilã dos portfólios. Agora é a crise do Grupo Dia que deve atrapalhar os dividendos do FII VBI Logístico (LVBI11).
O fundo comunicou na quinta-feira (21) ter recebido duas notícias negativas ligadas à empresa.
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