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Farmacêutica não quis divulgar detalhes sobre a investigação; ações da empresa abrem o dia em queda na bolsa de Londres
Um grupo de funcionários da gigante farmacêutica AstraZeneca foi detido pela polícia da China. A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa nesta quinta-feira (5).
“Estamos cientes de que um pequeno grupo de nossos colaboradores na China está sob investigação e não temos outras informações para compartilhar neste momento”, escreveu o porta-voz à CNBC por e-mail, sem divulgar detalhes sobre a investigação.
A AstraZeneca foi procurada após a Bloomberg News divulgar, na manhã de hoje, que cinco pessoas, entre funcionários e ex-funcionários da empresa, estariam prestando depoimento à polícia chinesa. Todos são cidadãos chineses que trabalharam no departamento de oncologia da farmacêutica em algum momento.
Segundo a Bloomberg, a investigação parte de duas suspeitas: a primeira, de que a política de armazenamento de dados pessoais da AstraZeneca infringe as leis de privacidade da China; a segunda, de que os funcionários podem ter feito parte de um esquema ilegal de importação de um medicamento oncológico, o qual não foi aprovado para distribuição na China continental.
A investigação está aparentemente sendo conduzida pela polícia chinesa da cidade de Shenzhen.
As ações da AstraZeneca caíram quase 7% nas primeiras horas de mercado na bolsa de Londres, antes de recuperarem as perdas. Até às 10h40 da manhã, a queda estava por volta de 2,6%.
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A AstraZeneca tornou-se conhecida do grande público durante a pandemia de Covid-19, por ser uma das pioneiras na fabricação da vacina contra a doença.
Sua vacina foi uma das mais aplicadas no Brasil na época, juntamente com doses de outras grandes farmacêuticas como Pfizer e Janssen.
Atualmente, tem uma forte presença na China e frequentemente menciona buscar oportunidades de crescimento no mercado asiático.
*Com informações de CNBC
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