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APOIO À EXPORTAÇÃO

“Embraer não existiria sem o BNDES”: Fabricante de aeronaves recebe novo financiamento de R$ 4,5 bilhões — veja o que a empresa quer fazer com o dinheiro

A operação de crédito será realizada por meio do BNDES Exim Pós-embarque, linha de crédito direto do banco para comercialização de bens nacionais destinados à exportação

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19 de julho de 2024
15:56 - atualizado às 13:56
Embraer (EMBR3) recebe financiamento do BNDES.
Embraer (EMBR3) recebe financiamento do BNDES. - Imagem: Divulgação

Após anunciar mais um recorde na carteira de pedidos no segundo trimestre de 2024, a Embraer (EMBR3) revelou que receberá um financiamento multibilionário do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).

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A fabricante brasileira de aeronaves receberá um aporte de R$ 4,5 bilhões para a exportação de 32 aeronaves que serão vendidas à American Airlines.

Vale lembrar que, no início do ano, a American Airlines anunciou um pedido firme de 90 jatos E175, com direitos de compra de outros 43 jatos do modelo. 

Caso todos os direitos de compra sejam exercidos, o acordo ultrapassará a marca de US$ 7 bilhões, considerando o preço de lista das aeronaves. 

A operação de crédito anunciada hoje será realizada por meio do BNDES Exim Pós-embarque, linha de crédito direto do banco para comercialização de bens nacionais destinados à exportação. 

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“Este financiamento vai contribuir para acelerar a produção e exportação das nossas aeronaves à American Airlines e impulsiona o processo de neoindustrialização do Brasil, aumentando a inovação e competitividade do país”, disse o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto.

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Gomes Neto afirmou que o BNDES tem sido fundamental para o desenvolvimento da indústria nacional por meio do financiamento a exportações, do acesso a recursos de capital de giro e no investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que "a Embraer não existiria sem o BNDES.”

“Nos momentos difíceis, quem esteve aqui foi o BNDES", disse, sobre a parceria entre a instituição que comanda e a empresa.

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Nos últimos 25 anos, o banco de fomento financiou a exportação de 1.300 aeronaves fabricadas pela empresa brasileira.

Mais apoio à Embraer (EMBR3)?

De acordo com o presidente do BNDES, ainda há a possibilidade de novos estímulos promovidos pelo governo à Embraer (EMBR3) daqui para frente.

Mercadante afirmou que o Estado pretende criar novas medidas de auxílio às companhias aéreas, que ainda enfrentam os efeitos da pandemia, mas que existe a expectativa de que a contrapartida seja de que as empresas invistam na compra de aviões da Embraer.

"Precisamos apoiar essas empresas, mas elas precisam comprar aviões da Embraer. Essa é uma condição fundamental para todo o esforço que o governo está fazendo de repactuar o passivo fiscal, de financiar, mas nós precisamos trazer aviões da Embraer", disse.

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Defendendo o investimento no mercado aéreo nacional, Mercadante disse que "felizmente" houve fracasso no acordo com a Boeing. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a Embraer precisa ter no mercado brasileiro a presença que a Airbus tem no mercado francês, por exemplo. 

Hoje, segundo ele, 12% dos aviões em circulação no Brasil são fabricados pela Embraer. "No governo do presidente Lula, nós vamos mais que dobrar a participação dos aviões da Embraer voando pelo Brasil (sic)", disse Costa Filho.

Tanto Costa Filho quanto Mercadante não detalharam como seria um possível estímulo à compra de aviões da Embraer por aéreas brasileiras. 

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O ministro de Portos e Aeroportos disse que esse crescimento é um ponto a que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu atenção no início de seu governo.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, também exaltou a Embraer, e disse que a reforma tributária pode estimular as exportações brasileiras. 

"A reforma tributária retira cumulatividade, o que estimula exportação e investimento", disse.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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