É hora de vender Magazine Luiza (MGLU3)? Por que o Citi cortou o preço-alvo das ações do Magalu justamente agora
Os papéis operam em queda nesta quarta-feira (24) e os analistas do banco norte-americano dizem o que os investidores devem fazer com eles

O varejo brasileiro vem sofrendo com juros altos e com a concorrência de gigantes asiáticas — e isso não é exatamente uma novidade. Mas os efeitos desse combo levaram o Citi a cortar o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) e impedir que o banco norte-americano recomende a compra dos papéis agora.
O Citi atualizou as projeções para o Magalu antes dos resultados do terceiro trimestre, previstos para o dia 7 de novembro. O preço-alvo para as ações MGLU3 passou de R$ 18 para R$ 11,50 — o que representa um potencial de valorização de 23,7% sobre o último fechamento. A recomendação para o papel foi mantida em neutra.
Por volta de 14h25, as ações operavam em queda de 0,86%, cotadas a R$ 9,21. No ano, os papéis acumulam queda de 57%. No mês, as perdas são de 5%.
O efeito dos juros e da concorrência sobre o Magazine Luiza
O Citi vê um crescimento mais limitado no médio prazo para as operações de 1P (mercadorias próprias) e 3P (marketplace) por conta do cenário macroeconômico desfavorável para o varejo brasileiro.
O banco cita ainda que as taxas de juros elevadas aumentam as despesas financeiras da do Magazine Luiza e pressionam o lucro líquido da companhia.
Por conta disso, o banco reduziu a estimativa de lucro líquido do Magalu em 2025 para R$ 516 milhões, 28% abaixo da última projeção.
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O Citi também cortou a previsão para aberturas de lojas do Magazine Luiza no ano que vem: de 35 previstas anteriormente para zero.
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Os pontos positivos do Magalu
Apesar das dificuldades no caminho do Magazine Luiza, que levaram o Citi a rever em baixa as previsões para o terceiro trimestre, a varejista conseguiu avanços em alguns pontos.
O Citi reconhece, por exemplo que o trabalho do Magalu para melhorar as margens tem avançado "relativamente bem", especialmente após a margem bruta sobre a margem Ebitda (GM/Margem Ebitda) superar consideravelmente as estimativas no trimestre passado.
O banco também diz que as lojas físicas do Magazine Luiza "claramente se recuperaram", enquanto o aumento da penetração de serviços tem sido um fator importante para impulsionar a margem bruta.
O Citi aumentou a projeção para a margem bruta em 30 e 50 pontos-base para 2024 e 2025, respectivamente, e margem Ebitda em 10 pontos-base.
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