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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

IMPACTO IMPROVÁVEL

Como a guerra entre Israel e o Hamas afetou negativamente as vendas globais do McDonald’s

Apesar de apresentar lucros acima do esperado no quarto trimestre de 2023, o McDonald’s enfrentou boicotes de consumidores do Oriente Médio

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
5 de fevereiro de 2024
12:41 - atualizado às 12:44
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Imagem: Freepik/Divulgação - Montagem: Giovanna Figueredo

A guerra no Oriente Médio está ganhando capítulos improváveis. Não são só as petroleiras que sentem os impactos do conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas. Até o McDonald’s teve o balanço do quarto trimestre de 2023 afetado pelo conflito.

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Após um ano favorável e lucros acima do esperado pelos investidores, a companhia de fast food viu as vendas globais crescerem 3,4% frente a uma expectativa de Wall Street de aumento de 4,7%. 

Foram as vendas no Oriente Médio que puxaram os resultados para baixo. O crescimento na região ficou em torno de 0,7%. A taxa é bem menor do que o aumento de 4% visto nos EUA e outras praças pelo mundo.

Antes da divulgação do balanço, o McDonald’s já havia afirmado que estava sofrendo um “impacto comercial significativo” devido à guerra entre Israel e o Hamas

A companhia também indicou que “deve seguir tendo um impacto negativo nas vendas e receitas enquanto a guerra continuar”. No entanto, o CEO Chris Kempczinski disse que está “confiante na resiliência do nosso negócio em meio aos desafios macro que persistirão em 2024”.

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O mercado reagiu negativamente aos resultados do balanço do quarto trimestre de 2023. Por volta das 12h30, os papéis estavam em queda de 3,58%.

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Impactos do conflito entre Israel e Hamas

Os problemas da companhia de fast food no Oriente Médio começaram após os ataques em 7 de outubro, quando o McDonald’s Israel distribuiu refeições gratuitas para os soldados israelenses depois dos atentados perpetrados naquele dia pelo Hamas.

A ação não foi bem vista pelos consumidores da região, que passaram a boicotar os restaurantes.

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Franquias do Paquistão, Kuwait e de outros países se pronunciaram, esclarecendo que não possuem propriedade compartilhada com a filial de Israel.

Em janeiro, o presidente e CEO, Chris Kempczinski, afirmou que a queda nas vendas foi motivada por uma “desinformação” no Oriente Médio. 

Além dos boicotes, o McDonald's também teve que limitar o horário de funcionamento ou fechar alguns locais devido a protestos.

“Abominamos qualquer tipo de violência e nos posicionamos firmemente contra o discurso de ódio, e sempre abriremos nossas portas com orgulho para qualquer pessoa”, disse Kempczinski em uma postagem no LinkedIn.

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Os resultados do McDonald’s

Mesmo com os impactos da guerra, 2023 foi um ano feliz para a rede de alimentos, que encerrou o período com um aumento de 9% nas vendas globais.

Além disso, o McDonald’s reportou lucro líquido no quarto trimestre de US$ 2,04 bilhões, ou US$ 2,80 por ação. No ano anterior, a empresa havia apresentado lucro de  US$ 1,9 bilhão, ou US$ 2,59 por ação.

Para 2024, a companhia espera que os novos restaurantes aumentem o crescimento das vendas em quase 2%.

Além disso, a rede de fast food planeja abrir mais de 2.100 novos locais este ano para acelerar a sua expansão e alcançar mais clientes.

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*Com informações da CNBC, da CNN e Yahoo Finance

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