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Tatiana Vaz

NOVO SABOR

Ambev (Abev3): O que pode estar por trás do anúncio de um novo CFO a partir de 2025

Ambev não detalhou quais seriam os motivadores da mudança, mas há de se levar em conta algumas hipóteses e fatos recentes

Tatiana Vaz
18 de dezembro de 2024
11:40
Cervejas da Ambev
Cervejas da Ambev - Imagem: Divulgação

2025 será um ano de mudanças estratégicas também na Ambev (Abev3). A empresa anunciou que, a partir de 1º de abril de 2025, Guilherme Fleury de Figueiredo Ferraz Parolari assumirá o cargo de Diretor Vice-Presidente Financeiro, de Relações com Investidores e de Serviços Compartilhados.

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O novo CFO da Ambev entra no lugar de Lucas Machado Lira, que ocupa o cargo até o final de março de 2025. O mandato do novo diretor será válido até 31 de dezembro de 2027.

Parolari vem diretamente da AB InBev, onde hoje é Vice-Presidente Financeiro de Fusões e Aquisições. Sua experiência sugere que a Ambev esteja em busca de um alinhamento maior mais com a estratégia global da controladora, especialmente em áreas como fusões, aquisições e gestão financeira integrada.

De acordo com o fato relevante divulgado pela empresa, "a transição reforça o compromisso da Ambev com a continuidade e a inovação em sua gestão financeira, alinhada às práticas globais do grupo AB InBev, do qual a companhia faz parte".

O que levou a troca de CFO na Ambev (Abev3)

A Ambev não detalhou quais seriam os motivadores da mudança, mas há de se levar em conta algumas hipóteses e fatos recentes para tanto.

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Primeiro, Fleury pode fortalecer a confiança com investidores e deixar a empresa no Brasil mais alinhada com a controladora, graças a bagagem de anos no mercado financeiro, em grandes bancos de investimentos e empresas de consumo. Por lá, ele usou também sua experiência em desenvolvimento de novos negócios e governança para liderar principais operações de desalavancagem feitas globalmente pela Ab Inbev, desde 2020.

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Além disso, ele também foi um dos responsáveis por criar a área financeira de bebidas Não-Alcoólicas da companhia, primeiro no Brasil e depois na controladora global. Um domínio financeiro e estratégico em transações complexas que o deixaria potencialmente mais alinhado com os próximos passos globais da gigante de bebidas.

Não é pouca coisa quando se leva em conta a complexidade também dos desafios atuais dos negócios, que englobam mudanças de comportamentos de consumidores, flutuações cambiais e juros altos.

No caso da Ambev, não tem sido diferente. No 3T34, a companhia registrou um grande aumento de despesas com impostos, receita líquida de R$ 22,096 bilhões, um incremento de 8,8% em relação ao mesmo período de 2023, e queda no lucro líquido de 11,4%, no comparativo anual, atingindo um total de R$ 3,566 bilhões no período.

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Para uma empresa cujos números apresentam melhorias recorrentes, os resultados passaram a refletir nas ações, que acumulam uma queda de 5,46% nos últimos 12 meses.

Hoje, por volta das 11h30, os papéis estavam sendo negociados a R$ 12,97 na B3, uma queda de 0,99%.

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