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Os papéis da companhia recuam mais de 5% na bolsa brasileira nesta quarta-feira (8) e, apesar do aumento do lucro, o mercado não gostou de algumas linhas do balanço
Com os aplicativos de troca de mensagem é cada vez menor o número de ligações que fazemos e recebemos no dia a dia — mas os bancões recomendam que o investidor atenda a chamada da dona da Vivo.
As ações da Telefônica Brasil (VIVT3) lideram as perdas do Ibovespa nesta quarta-feira (8) na esteira da divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre de 2024, e mesmo com a reação negativa do mercado, a recomendação é de compra dos papéis.
As ações da VIVT3 fecharam em queda de 5,63%, e estavam sendo cotadas a R$ 46,94, liderando as maiores baixas do Ibovespa. No ano, os papéis acumulam perda de 9,8%, mas, em 12 meses, há ganho de 19,9%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Citi, XP Investimentos, BTG Pactual e Santander reiteraram a recomendação de compra das ações da dona da Vivo em um sinal de confiança na posição no mercado da empresa e nas perspectivas de crescimento.
Confira abaixo o preço-alvo e o potencial de valorização dos papéis da Telefônica Brasil segundo cada casa — o upside é calculado com base no último fechamento:
O lucro líquido da Telefônica Brasil cresceu 7,3% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023, chegando a R$ 896 milhões — resultado da divisão de serviços móveis, acompanhada de manutenção de custos sob controle.
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Segundo o Citi, a dona da Vivo reportou tendências muito saudáveis nos primeiros três meses do ano, mantendo o ritmo de crescimento da receita média por usuário (ARPU) — com o avanço puxado pela banda larga por fibra (FTTH), com expansão de 14,7%, o maior em dois anos.
A XP avalia que a Telefônica Brasil apresentou resultados sólidos no primeiro trimestre do ano, com um aumento de 6,5% na receita total, impulsionado pelo forte desempenho das receitas de FTTH e serviços móveis (MSR) — este último cresceu 9,3%.
A corretora destaca ainda a margem Ebitda, que permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior, alcançando 39%, embora tenha ficado 100 pontos-base (bps) abaixo das expectativas do mercado.
Apesar dos resultados positivos, a dona da Vivo apresentou alguns tropeços nos primeiros três meses do ano e o mercado não está perdoando.
O Citi, por exemplo, avalia que algumas linhas de despesas exerceram pressão sobre a expansão da margem, juntamente com despesas financeiras persistentemente altas, lançando uma sombra sobre a análise dos ventos favoráveis em termos de receita.
Embora o Citi continue otimista com as perspectivas para 2024 do setor, o banco "reconhece que os investidores podem não ficar satisfeitos com o resultado trimestral", dadas as despesas que afetaram a margem de lucro.
Já a XP chama atenção para o fato de o lucro líquido da Telefônica Brasil ter ficado 15,1% abaixo das estimativas da corretora, impactado por impostos e despesas financeiras mais altas do que o esperado.
O BTG cita a geração de fluxo de caixa, que foi de R$ 2,4 bilhões no trimestre, uma queda de 24% na comparação ano a ano e abaixo das expectativas do banco, principalmente devido ao menor capital de giro.
“Maiores investimentos, leasing e pagamentos de impostos também afetaram a geração de fluxo de caixa livre”, diz o BTG em relatório.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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