Uma carona para o Ibovespa: Mercados internacionais amanhecem em alta, mas IPCA-15 ameaça deixar a bolsa brasileira na beira da estrada
Além do IPCA-15, investidores tentam se antecipar hoje ao balanço da Vale para interromper série de cinco quedas do Ibovespa
Pegar carona nem sempre compensa os riscos. Afinal, conhecendo ou não o motorista, quem vai de passageiro não tem o controle da situação.
Hoje, porém, o Ibovespa não reclamaria de pegar uma caroninha com os mercados financeiros internacionais.
As bolsas europeias sobem na esteira de índices de atividade econômica e do andamento da temporada de balanços.
Em Wall Street, os mercados norte-americanos amanheceram no azul. O destaque vai para o Nasdaq Futuro, puxado pela forte alta da Tesla no pré-mercado.
Por aqui, o Ibovespa tenta interromper uma sequência de cinco quedas. Nenhuma tão acentuada assim, mas suficientes para manter o índice abaixo dos 130 mil pontos.
Leia Também
Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groelândia: veja como investir hoje
Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral
Um dos problemas para o mercado de ações nos últimos tempos tem sido a perspectiva da necessidade de juros ainda mais altos para manter a inflação sob controle.
Nesse sentido, o IPCA-15 de outubro ameaça deixar o Ibovespa na beira da estrada nesta quinta-feira.
Analistas estimam que a alta de preços passará de 0,13% em setembro para 0,51% agora.
Diante disso, no acumulado em 12 meses, a prévia da inflação passaria de +4,12% no mês passado para 4,43% em outubro.
Caso as projeções se confirmem, o IPCA-15 mostrará a inflação oficial cada vez mais próxima do teto da meta para 2024 (4,50%).
Para além da inflação, a temporada de balanços finalmente começa por aqui. O destaque de hoje é o resultado da Vale no terceiro trimestre. No entanto, ele será conhecido somente depois do fechamento.
Na semana passada, a Vale encheu os investidores de esperança com uma prévia operacional que compensou parcialmente a queda do preço do minério de ferro.
A dúvida dos investidores é como as provisões para reparar o desastre em Mariana (MG) afetarão os números da mineradora.
O que você precisa saber hoje
NEM MGLU3, NEM BHIA3
Analista aponta que outra ação do varejo pode surpreender no 3T24 e saltar até 50%. Acompanhe a temporada e veja em quais empresas investir.
MERCADOS
A eleição nos EUA vem aí: como ficam o dólar, o Brasil e a bolsa lá fora. O CIO da Empiricus Gestão faz um diagnóstico do mercado e apresenta os possíveis cenários em caso de vitória de Trump ou de Kamala Harris.
ALERTA DA NORUEGA
Bolsas têm mais chance de cair do que de subir; maior fundo soberano do mundo alerta sobre os principais riscos. Incerteza quanto ao futuro da economia mundial é o principal fator de preocupação.
VEREDITO DOS ACIONISTAS
Acionistas da Rossi (RSID3) rejeitam suspensão de direitos políticos de megainvestidor acusado de disparar poison pill na companhia. O empresário Silvio Tini e a Lagro Participações eram acusados por membros da família fundadora da construtora, de, em conjunto, terem atingido uma participação de 25% na empresa.
ENCHER OU ESVAZIAR A SACOLA DE COMPRAS
É hora de vender a ação da Magazine Luiza? Por que o Citi cortou o preço-alvo de MGLU3 justamente agora. Os analistas do banco norte-americano dizem o que os investidores devem fazer com os papéis da varejista.
SAÚDE!
E agora, Ambev? Heineken vem forte no 3T24, mas com avanço “aguado” da receita e volumes — e analistas revelam o que esperar das gigantes da cerveja. Em meio a perspectivas fracas de curto prazo e a um aumento da concorrência como a Heineken e a Petrópolis, a Ambev (ABEV3) não “mata a sede” dos analistas.
APOSTA EM JOGOS CASUAIS
O próximo Call of Duty não será produzido pela Netflix: empresa dá passo atrás no negócio de videogames e demite 30 funcionários. Produção de jogos de alto nível é descartada pela gigante do streaming, que agora vai focar em jogos mais casuais.
VAGA VOLUNTÁRIA?
Como este anúncio de vaga no Linkedin virou uma nova polêmica na campanha eleitoral nos EUA e protestos de Trump. Diretora do Partido Trabalhista britânico causou alvoroço ao chamar pessoas para trabalhar na campanha de Kamala Harris; entenda.
PISTA DE POUSO
Zona de turbulência: 5 fatores que levaram a Boeing ao prejuízo de US$ 6,17 bilhões no 3T24. Em termos ajustados, o prejuízo foi de US$ 10,44 por ação, frustrando a previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 10,35.
SEM MCLANCHE FELIZ?
Ações do McDonald’s caem forte em NY com surto de bactéria possivelmente relacionada ao hambúrguer; uma morte foi registrada. O McDonald’s informou que, por precaução, está removendo temporariamente o Quarter Pounder, conhecido no Brasil como Quarterão, de restaurantes localizados nas áreas afetadas.
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Batalha de governadores: Alckmin e Tarcísio entram na disputa entre Boulos e Nunes em São Paulo — mas qual padrinho é o ‘poderoso chefão’? Além disso, o candidato psolista adotou uma estratégia, no mínimo, inusitada nesta reta final da campanha para garantir estar na “boca do povo” no dia da votação.
EXPANSÃO INTERNACIONAL
Luxo em Portugal: JHSF vai levar Hotel Fasano para Cascais em parceria com o BTG Pactual. Com a nova parceria com o BTG Pactual para empreendimento em Portugal, a JHSF já acumula seis projetos de hotéis de luxo no exterior.
ENTRE VENDAS E PRÉVIAS
Carrefour (CRFB3) nas alturas: Varejista anima investidores com venda de lojas para FII GARE11 por R$ 725 milhões e prévia operacional do 3T24. Do lado da prévia, a rede de supermercados e hipermercados somou R$ 29,5 bilhões em vendas brutas totais entre julho e setembro.
Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026