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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite de ontem que Lula autorizou corte de R$ 25,9 bilhões no Orçamento de 2025
Quando a bolsa fechou ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava prestes a se reunir com sua equipe econômica ao fim de um dia de agenda intensa. Tentava entender o que estava por trás da recente disparada do dólar.
Antes desse encontro, porém, já surtiam efeito os panos quentes colocados por Lula e aliados. Panos quentes necessários depois de uma série de declarações atravessadas do próprio presidente.
Ontem, falas de Lula sobre compromisso com o equilíbrio fiscal e a lembrança de que o Banco Central mantém um colchão de liquidez de US$ 350 bilhões contribuíram para a alta da bolsa e a queda do dólar.
O Ibovespa avançou 0,7%, recuperando os 125 mil pontos. Já o dólar recuou 1,6%, para a faixa de R$ 5,56, depois de ter alcançado R$ 5,70 apenas um dia antes.
Quando a reunião de Lula com sua equipe econômica terminou, já com o mercado financeiro fechado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um anúncio que pode ser resumido em uma frase (entre aspas para não deixar ruído):
“O presidente determinou que o arcabouço seja preservado a qualquer custo e autorizou um corte de R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias no Orçamento de 2025.”
Depois de passar meses insistindo em um ajuste fiscal lastreado quase exclusivamente no aumento de receitas, o governo finalmente apresentou uma proposta para o lado das despesas. Era a perna que faltava para manter o arcabouço em pé.
A repercussão do anúncio se dará durante um pregão esvaziado. Isso porque as bolsas de Nova York não abrem nesta quinta-feira por causa do feriado de independência dos Estados Unidos.
Também nesta quinta-feira, os eleitores do Reino Unido irão às urnas para escolher um novo Parlamento. Pesquisas indicam que o pleito encerrará um domínio de 14 anos do Partido Conservador e levará os trabalhistas de volta ao governo.
Como já é tradição, o Seu Dinheiro dá sequência à série sobre onde investir no segundo semestre de 2024.
O tema de hoje é o mercado de criptomoedas. O bitcoin (BTC) foi, de longe, o melhor investimento dos primeiros seis meses deste ano. Acumulou alta de 64,41% e renovou máximas históricas no período.
Incumbido de antecipar os rumos desse mercado tão volátil, o cripto-repórter Renan Sousa apurou que analistas veem as criptomoedas apenas no início de um ciclo de novas altas. Para não perder o costume, porém, elas amanheceram em queda acentuada nesta quinta-feira.
Confira aqui o que esperar das criptomoedas nos próximos meses.
RENDA VARIÁVEL
B3 vai ter concorrência? Eduardo Paes sanciona Lei que cria a nova Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Veja como ela vai operar. A ATG, que vai administrar a Bolsa do Rio, afirma que os negócios deverão começar no segundo semestre de 2025.
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA
Dólar forte, juros altos: o recado da ata do Fed sobre o que falta para a taxa começar a cair e trazer alívio para as bolsas. No encontro de junho, o banco central dos EUA manteve os juros na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, mas dados de inflação revelados depois abriram uma janela de esperança para os investidores globais.
ELEIÇÕES NOS EUA
Um substituto para Biden: democratas já teriam um novo nome para concorrer contra Trump. O atual presidente ainda não desistiu da eleição de 5 de novembro, mas membros de seu partido se preparam para uma possível troca de candidatos.
EM INVESTIMENTOS
Oi (OIBR3): O acordo com a Anatel que vai custar ao menos R$ 5,8 bilhões para a companhia é aprovado pelo TCU, mas a conta final pode ultrapassar os R$ 10 bilhões. Para mudar o regime de concessão, a companhia precisará manter o sistema de telefonia fixo em locais onde é a única provedora e investir na construção de uma rede de fibra óptica nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
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CRÉDITO PARA AGROPECUÁRIA
Para amansar produtores, governo anuncia Plano Safra de mais de R$ 400 bilhões. Valores reservados para o setor têm aumento de 10%; iniciativas sustentáveis terão desconto nas taxas.
Uma boa quinta-feira para você!
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